Reflexos da chuva continuam castigando colheita de soja no RS

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#souagro| No começo deste mês nós mostramos aqui no portal Sou Agro que as lavouras de soja do Rio Grande do Sul foram bastante castigadas por conta da chuva. Depois de uma seca severa, agora os prejuízos estão sendo causados pelo excesso de umidade. Em muitos casos era tanta água que a lavoura ficou imersa.

E o novo boletim estadual sobre os resultados das lavouras gaúchas, mostra justamente isso.  O Informativo Conjuntural, produzido e divulgado nesta quinta-feira (12/05) pelas gerências de Planejamento e Comunicação da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) mostra que início do período com chuvas e alta umidade impediu o avanço da colheita na maior parte do Estado.

O retorno das máquinas às lavouras se intensificou na sexta-feira passada (06/05, limitando-se às lavouras de topografia mais elevada, já que, nas mais baixas, ainda havia muita umidade, impossibilitando o acesso. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado nesta quinta-feira (12/05) pelas gerências de Planejamento e Comunicação da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), nos dias subsequentes, as atividades foram intensas e buscaram diminuir a proporção de lavouras já maduras expostas as intempéries. O produto colhido apresentou alta umidade, acima da ideal para a operação.

 

Na amostragem da primeira quinzena de maio, realizada em 361 municípios das 12 regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, o índice de colheita alcançou 83% dos cultivos. Permanecem a campo 16% em maturação, e 1% está em fase final de enchimento de grãos. Onde as precipitações foram em maior volume, constatou-se danos nos grãos de plantas maduras, como abertura de vagens, queda e início de germinação de grãos. As lavouras em maturação não apresentaram danos causados pelo longo período de alta umidade.

Milho

A colheita do milho novamente ficou praticamente paralisada em razão da priorização dada pelos produtores à colheita da soja e em razão das chuvas volumosas e frequentes que ocorreram até semana passada (04/05). Mesmo após a manutenção de tempo firme, a umidade do grão e a umidade do solo continuaram elevadas, impedindo o andamento dos trabalhos. Assim, o índice evolui apenas 1%, chegando a 86% dos cultivos. Outros 11% estão em maturação e somente 3% ainda em enchimento de grãos.

Milho silagem

A colheita do milho silagem alcançou 90% da área cultivada, prejudicada pela recorrência de chuvas na primeira metade da semana. Contudo, desde a última sexta-feira (06/05), já foram retomadas as operações de corte e ensilagem para aproveitar a turgidez das plantas e a proporção adequada de grãos na massa a ser ensilada. Restam ainda 4% dos cultivos em maturação e 6% em enchimento de grãos.

 

Arroz

Houve pouco avanço na colheita da do arroz durante o período em decorrência das chuvas volumosas desde final de abril início de maio (04/05), que inundaram as várzeas, mas sem causar danos às lavouras. Com o retorno de tempo firme, a operação foi retomada na sexta-feira passada (06/05), pois as esteiras em máquinas permitem o acesso, mesmo em terrenos alagados. O índice de colheita avançou apenas 4% e alcançou 97% da área cultivada no Estado e os 3% restante estão em fase de maturação.

Feijão 1ª e 2ª safra

A colheita da primeira safra de feijão foi encerrada na maior parte do Estado. A produtividade é estimada em aproximadamente 1.200 kg/ha, com variação negativa de cerca de 30% na projeção inicial da safra.

Os cultivos em segunda safra encontram-se predominantemente em fase de enchimento de grãos, que totalizam 45%, seguidos de lavouras em maturação, com 35%. Já foram colhidos 20%, e a produtividade estimada é de 1.623 kg/ha, sendo cerca de 20% superior à estimada inicialmente para o segundo cultivo. A boa perspectiva de produção decorre das boas condições durante o ciclo, com chuvas recorrentes desde a sua implantação e sem maiores infestações de pragas nem doenças.

No entanto, persiste a preocupação dos produtores com as condições do tempo, que apontam para noites mais frias, alertando-os em relação ao controle da antracnose. Além disso, as chuvas em excesso estão trazendo alguns problemas de doenças fúngicas nas lavouras que estão em fase de enchimento de grãos.

 

PREVISÃO DO TEMPO

A próxima semana terá umidade, vento forte e frio no RS. No sábado (14) e domingo (15), a propagação de uma área de baixa pressão provocará chuva em todo o Estado, com possibilidade de temporais isolados, principalmente na Metade Norte. Entre a segunda (16) e quarta-feira (18), a presença de um Ciclone Extratropical próximo do litoral manterá a chuva e provocará fortes rajadas de vento, com valores entre 60 e 80 km/h, que poderão alcançar e superar 100 km/h em algumas localidades, principalmente nos setores Leste, Nordeste e Sul. A presença do Ciclone Extratropical também favorecerá o ingresso de ar frio no continente, o que manterá a próxima semana com muito frio, onde são esperadas temperaturas mínimas próximas de 0 °C em algumas regiões e máximas inferiores a 12 °C em todo o Estado.

Os volumes de chuva previstos deverão ser inferiores a 10 mm entre a Campanha e a Fronteira Oeste. No restante do Estado os valores oscilarão entre 15 e 35 mm e poderão alcançar 50 mm em diversas localidades da faixa Leste.

(Débora Damasceno/Sou Agro com Emater/RS)

 

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