Barragem rompe e vice-governador alerta: “Não é para esperar, saiam de casa”

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Reprodução

Na Serra Gaúcha a Barragem 14 de julho colapsou. A informação foi confirmada pelo prefeito e Bento Gonçalves, Diogo Segabinazzi Siqueira. O apelo na tarde desta quinta-feira (02) era para que a população saísse o mais rápido possível de suas casas. A expectativa até então era de que o rio subisse de 2 a 4 metros.

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul confirmou o rompimento da barragem. O vice-governador, Gabriel Souza, reforçou que a população que mora em áreas de risco precisa sair de casa. “Qual é a orientação imediata: Não é para esperar, não é para perguntar se é verdade, porque estou dizendo para vocês com a máxima gravidade que posso lhes dizer. Saiam de casa e subam, além do que já está colocado os rios, seis metros acima. Pelo menos seis metros acima. Saiam das zonas abaixo dessa cota, porque realmente a situação é gravíssima, muito séria, e precisamos que todos, imediatamente, sigam essa orientação, sob penas de perdermos muitas vidas.”

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Moradores dos municípios de Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, Arroio do Meio, Encantado, Colinas e Lajeado receberam ordens expressas para deixar áreas de risco. A Defesa Civil afirmou que trabalha na retirada de famílias de áreas de risco.

NOTA DA DEFESA CIVIL

O governo do Rio Grande do Sul atua para garantir a vida da população após informação, na tarde desta quinta-feira (2/5), do rompimento de parte da estrutura da barragem da usina de geração de energia 14 de Julho, da Ceran, na bacia do Rio Taquari-Antas, em Cotiporã.

O rompimento é investigado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela barragem, que informou que a estrutura já estava submersa e identificou uma movimentação mais turbulenta da água, possivelmente pelo comprometimento da chamada ombreira direita, uma das laterais onde a barragem está apoiada.

“O grande problema agora é a velocidade com que a água vai descer rumo a Santa Bárbara e Santa Tereza. A altura da água não deve mudar muito, porque o nível do Rio das Antas estava passando sobre a barragem. O risco agora é a vazão a partir da barragem 14 de Julho”, disse o secretário da Casa Civil, Artur Lemos, que está no gabinete avançado no distrito de Farias Lemos, em Bento Gonçalves.

Assim que teve a confirmação do rompimento, o secretário determinou para a equipe da Casa Civil no gabinete avançado contato imediato com os municípios abaixo da barragem para iniciarem imediatamente a evacuação de áreas.

O Estado já monitorava a possibilidade de rompimento da estrutura. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) informou que a empresa Ceran já havia acionado, na quarta-feira (1/5), o Plano de Ação de Emergência da barragem.

A orientação expressa da Defesa Civil é que os moradores dos municípios de Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, Arroio do Meio, Encantado, Colinas e Lajeado deixem áreas de risco e procurem abrigos públicos ou outro local de segurança para permanecer durante a elevação de nível do rio.

As pessoas que não tiverem locais alternativos devem buscar informações junto à Defesa Civil da sua cidade sobre os abrigos públicos disponibilizados pelas prefeituras, rotas de fuga e pontos de segurança.

A Secretaria do meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) monitora, também, as estruturas de outras 13 barragens de usos múltiplos que estão em estado de alerta, cinco delas já em processo de evacuação: barragem Santa Lúcia, em Putinga; barragem São Miguel do Buriti, em Bento Gonçalves; barragem Belo Monte, em Eldorado do Sul; barragem Dal Bó, em Caxias do Sul; e barragem Nova de Espólio de Aldo Malta Dihl, em Glorinha.

A Aneel e o Operador Nacional do Sistema (ONS) acompanham a situação de outras cinco barragens de geração de energia elétrica no Estado que estão em atenção: Capigui, em Passo Fundo; Guarita, em Erval Seco; Herval, Santa Maria do Herval; Passo do Inferno, São Francisco de Paula; e Monte Carlo, Bento Gonçalves – Veranópolis.

(Com Governo do Estado do RS)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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