Inovação e tecnologia auxiliam produção de cacau

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#souagro|  A inovação e a tecnologia auxiliam o desenvolvimento da produção de cacau. O Brasil ocupa hoje o 6º lugar na produção mundial de cacau, segundo a International Cocoa Organization (ICCO). De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, há mais de 93 mil estabelecimentos produtores de cacau no país. Eles estão concentrados na Bahia e no Pará, que juntos representam 96% da produção nacional.

A partir de setembro, entrará em vigor uma portaria que trata da Ceplac (Política de Inovação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). A política servirá para  orientar as ações da Comissão na promoção da inovação por meio da geração de tecnologias, produtos, processos e serviços em benefício da cacauicultura brasileira.

O diretor da comissão, Waldeck Araújo, explica que a política propiciará a busca por recursos para a pesquisa e inovação do cacau e apresentação de projetos a organismos nacionais e internacionais.

 

Em 2020, a Ceplac foi reconhecida como ICT (Instituição de Ciência e Tecnologia). Para se tornar uma  ICT plena, conforme o diretor, era necessária a publicação da política de inovação, em cumprimento a uma exigência legal. Com esse arcabouço legal, será possível utilizar a Lei de Inovação, ou Lei do Bem, para, dentre outras coisas, participar de chamadas públicas que promovam, por exemplo, a fabricação de bioinsumos para combater a vassoura-de-bruxa, praga que mais afeta as lavouras de cacau no Brasil.

A Ceplac será responsável por aprimorar os mecanismos institucionais de estímulo à inovação, por meio de programas de fomento e indução específicos, criados e regulamentados por normas, para auxiliar, dar suporte e estimular atividades relacionadas ao desenvolvimento, aperfeiçoamento, gestão e difusão de soluções em agricultura, e sua disponibilização à sociedade.

 

Além disso, contará com um Núcleo de Inovação Tecnológica  para promover a inovação e a adequada proteção das invenções geradas nos âmbitos interno e externo da Comissão, e a sua transferência ao setor produtivo, com intuito de contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico.

Benefícios para o setor

Além de pesquisa e inovação, um dos focos é incentivar a mecanização da indústria de cacau no pós-colheita. Segundo a Comissão, o Brasil é o único país que reúne a cadeia completa do cacau em seu território, desde a produção até o chocolate para consumo, passando ainda pela fabricação de cosméticos.

 

Existem três fases de industrialização: no pós-colheita, quando o fruto é colhido e aberto, as sementes são retiradas, há a extração da polpa, a fermentação das sementes, a secagem e o armazenamento das amêndoas para serem transformadas em manteiga de cacau, licor ou pó. Logo depois, vem a indústria chocolateira que compra esses derivados e produz o chocolate, o cosmético e outros produtos.

Na primeira fase, o processo é feito manualmente, o que se torna um gargalo para a produção, pois pode influenciar a qualidade do produto e a mão de obra no campo é insuficiente. Hoje, o produtor colhe o cacau e faz a quebra do fruto. Na fermentação das sementes, é preciso todos os dias tirar as amêndoas de um cocho e colocar em outro (revolvimento da massa para uniformização da fermentação).

 

Expansão do cacau

A meta é atingir a autossuficiência na produção de cacau até 2025, com 300 mil toneladas por ano, e alcançar 400 mil toneladas até 2030, o que permitirá ampliar as exportações de cacau, derivados e chocolate. Esses valores têm potencial de elevar o Brasil para a terceira posição entre os maiores produtores de cacau no mundo.

O país também mantem outro título, o de maior banco ativo de material genético de cacau do mundo, com mais de 60 mil plantas no campo, cujo material genético, nas formas seminal e clonal, foram coletados em 12 expedições botânicas abrangendo cerca de 30% da bacia amazônica.

(Tatiane Bertolino/Sou Agro – com Mapa)

Foto: iStock

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