VÍDEO: Oeste une forças em prol da Nova Ferroeste

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#souagro | A esperança desliza sobre os trilhos da Nova Ferroeste, tida como um divisor de águas e alternativa viável para colocar um ponto final no gargalo logístico existente há décadas no Paraná. Para sensibilizar o Estado sobre a importância de garantir a efetivação do projeto nos estados no Paraná, Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul, entidades da região oeste se uniram e vão participar maciçamente da audiência pública do dia 19 de maio, em Cascavel. O encontro ocorrerá no auditório da Unioeste. A Ferroeste passará de 248 quilômetros para 1.304 quilômetros.

Ao todo, serão sete audiências públicas. O primeiro será nesta segunda-feira, em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Em Cascavel, a mobilização reunirá representantes dos municípios de Maripá, Toledo, Assis Chateaubriand, Tupãssi, Vera Cruz do Oeste, Santa Tereza do Oeste, Medianeira, Matelândia, Céu Azul, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Catanduvas, Campo Bonito, Ibema, Nova Laranjeiras e Guaraniaçu.

Em contrapartida, o projeto encontra resistência em Morretes. A população daquele município alega que o novo traçado trará reflexos negativos para a preservação ambiental e a Mata Atlântica, além de comprometer uma das fontes de renda da cidade, o turismo. São 45,47 km de trilhos que vão atravessar o município com uma faixa de domínio de 40 metros de cada lado da ferrovia. Uma comissão protocolou documentos e abaixo-assinados junto ao Ministério Público Federal e buscou respaldo da prefeitura para impedir a implantação da obra.

Em Cascavel, entidades como o Sindicato Rural, AREAC (Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel) e a SRO (Sociedade Rural do Oeste), são uníssonas ao salientar a necessidade de ações conjuntas e mobilizações com o propósito de atrair o máximo de pessoas possíveis para a audiência, uma forma clara de mostrar a representatividade e a força do oeste no contexto estadual.

As audiências públicas têm como finalidade a apresentação de estudos de impactos ambientais. O traçado da Nova Ferroeste cortará 41 municípios. O encontro será em formato híbrido, ou seja, presencial e virtual. O Governo do Paraná também disponibilizou um site para a população do Paraná acompanhar as audiências. Os municípios que vão receber as audiências presencias são Guaíra, Cascavel, Paranaguá, São José dos Pinhais, Guarapuava e Irati. A Nova Ferroeste vai ligar, por trilhos, Paranaguá a Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Há previsão da construção de um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu que vai permitir a captação de carga do Paraguai e da Argentina.

A Nova Ferroeste é inspirada em modelos dos Estados Unidos. A ideia é recorrer à chamada short lines (linha curta). São pequenos ramais ligando empresas e propriedades rurais a uma linha principal de ferrovia. O transporte via trilhos é uma realidade mundial, principalmente das grandes potências. Os Estados Unidos lideram o ranking, com 224 mil quilômetros, seguido de China, com 191,27 mil km e Rússia, com 87,16 mil km.

O objetivo da obra é escoar a produção de Mato Grosso do Sul por trens até o Porto de Paranaguá. A ferrovia atual foi inaugurada em 1885. Em recente entrevista ao Portal Sou Agro, o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, teceu críticas ao modelo férreo existente no Paraná. O trecho entre Cascavel e Guarapuava pertence ao Estado e o restante do percurso, é privado. “Não é uma ferrovia com boa operação. Temos gargalos a superar”. Para ele, há uma predileção por parte da empresa, a Rumo, por investimentos mais pomposos no trecho sob concessão em direção ao norte do Paraná. “A preferência deles pelo norte é clara em detrimento ao oeste”.

Para o presidente da AREAC, engenheiro agrônomo Cesar Veronese, o traçado da Nova Ferroeste vai beneficiar os estados responsáveis por uma fatia produtiva considerável para o Brasil. “O oeste do Paraná é atualmente um dos maiores produtores de proteína de frango do País e precisa de um transporte eficiente. Esse novo traçado suprirá todas as necessidades e o que é melhor, baixará os custos da cadeia produtiva”, aponta Veronese.

Para o diretor do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Vallini, esse programa de expansão da Ferroeste é muito importante. Para ele, além de aumentar a extensão, é preciso levar em consideração as melhorias previstas para a Serra do Mar, que hoje é o grande gargalo, onde se perde muito tempo. “Essas melhorias vão reduzir o tempo de transporte entre Cascavel e o Porto de Paranaguá”. Conforme Vallini, a redução do valor do frete é outro ponto positivo a ser ressaltado, a partir da implementação do novo traçado, acabando com a dependência do frete rodoviário. Ele fala também das perspectivas de levar cargas por meio de um ramal com destino a Chapecó (SC). “É um local que demanda muitos grãos pelas integrações que existem naquela região. Tudo isso fará com que o agro seja mais privilegiado e que consigamos reduzir o nosso custo de matérias primas e frete, desafogando o trânsito hoje existente na BR-277”.

O presidente da SRO (Sociedade Rural do Oeste do Paraná), Devair Bortolato, o Peninha, considera a mobilização em Cascavel fundamental e uma oportunidade singular para mostrar ao Paraná a força do oeste. “Vamos atestar nossa representatividade e lotar o auditório da Unioeste no dia 19”, convoca o presidente da SRO.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

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