Há quem diga que a La Niña vai embora, mas a previsão mostra o contrário

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#souagro| A La Niña tem sido uma verdadeira pedra no sapato dos agricultores. Afinal o fenômeno tem trazido muitas incertezas e reflexos climáticos, resultando em muita instabilidade. Tudo está desregulado, seja com seca demais ou chuvas em excesso, mas sem distribuição uniforme, ou até mesmo geadas precoces. Tem gente dizendo que ela vai embora logo, mas não é o que indica a previsão, segundo o engenheiro agrônomo, Ronaldo Coutinho.

“A La Nina ela deve seguir até dezembro. Entre janeiro e fevereiro vai sumindo, mas os efeitos da La Niña vão até o final do verão. Que é o quê? Chuva irregular, hora que chove demais, hora que chove de menos. Mal distribuído, pode por exemplo chover demais na região de Maringá, Londrina num período e quanto vai pra Umuarama não tem nada de chuva. Num canto chove demais e no outro chove de menos. Além disso alternância de frio e calor. Momentos em que faz frio demais pra época do ano e momentos que faz calor demais pra época do ano. Então, os extremos na La Niña são bem característicos. Na parte da chuva e na parte da temperatura e os temporais de primavera, menor número, mas geralmente mais forte. É um ano bem complicado de novo”, detalha Coutinho.

 

VEJA O VÍDEO:

 

MUDANÇA NAS TEMPESTADES

“Outra coisa também que deve ser esse ano, um pouquinho diferente é a parte das tempestades. Normalmente entre agosto, a segunda metade de agosto, setembro, outubro, são comum aqueles temporais de primavera por causa da mudança de estação. As massas frias ainda vem com uma certa intensidade, vem um ar quente mais forte então esse contraste acaba gerando aqueles temporais, aquelas trovadas fortes e eventuais tempestades com granizo, vento e prejuízo em algumas áreas aqui do sul, norte da Argentina, Paraguai centro do Brasil e Sudeste. Com certeza esse ano talvez ela seja em menor número mas vão ser fortes de novo. Então é interessante dentro do possível seguro quanto a granizo, seguro se tiver contra geada, o Proagro tá tudo em dia com a parte de seguro pra quê? Pro produtor que porventura tiver algum sinistro nesse sentido está amparado. Não se ficar totalmente sem nada”, explica Coutinho.

 

AS MUDANÇAS DA LA NIÑA

Em agosto vai ganhando força de novo a La Niña, setembro, outubro estabiliza, começa a perder força em dezembro e  tira um pouquinho da água fria aqui em janeiro. Boa notícia. Continuo aqui com água de normal querendo aquecer. Se aproxima, ainda não chega na superfície. Dá a impressão que entre abril e maio poderemos ter um projeto de indicativo de El Niño aqui pra pro Pacífico, mas se tiver acredito que vai ser mais da metade do ano que vem pra frente, pelo menos por enquanto. Tenho que ficar com dois pés atrás, por quê? algumas semanas atrás ele colocava praticamente nada de água fria em dezembro e água mais quente em janeiro subindo aqui. Em fevereiro a gente foi modificando. Vamos acompanhar”, finaliza Coutinho

 

O QUE É A LA NIÑA?

La Niña consiste em uma alteração periódica das temperaturas médias do Oceano Pacífico. Essa transformação é capaz de modificar uma série de outros fenômenos, como a distribuição de calor, concentração de chuvas e a formação de secas.

Quando a alteração da temperatura das águas do Oceano Pacífico aponta para uma redução das médias térmicas, o fenômeno é nomeado de La Niña, basicamente o efeito La Niña está ligado ao resfriamento das temperaturas médias das águas do Oceano Pacífico, representando exatamente o oposto do fenômeno El Niño, que produz um aquecimento anormal de suas temperaturas.

(Débora Damasceno/Sou Agro)

 

(Foto: reprodução)

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