Do sonho a realidade: o cooperativismo que transforma o Oeste do Paraná

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#souagro| Quando você escuta a palavra cooperativismo o que vem na sua mente? O que você pensou faz parte do cooperativismo, mas te garanto que não é só isso. Por trás da palavra, existe um mundo muito maior. Se eu fosse resumir a vocês o que cooperativismo representa eu diria: família! Eu garanto a vocês que cooperado e cooperativa vivem unidos literalmente na alegria e na tristeza.

O Oeste paranaense é um verdadeiro polo do agronegócio, é aqui que se concentra boa parte da produção do estado e também do Brasil. Seja na agricultura ou na pecuária, a evolução de muitos produtores rurais está interligada com o crescimento das cooperativas.

 

O cooperativismo transforma sonhos em realidade. E não há nada melhor que ouvir quem respira cooperativismo há décadas e viveu toda essa transformação. Por isso, desembarcamos em Palotina. Seo Ronaldo esteve à vida toda ligado ao meio rural, mas foi na cooperativa que encontrou o caminho para chegar onde está hoje.

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“Em 1988, eu entrei, ingressei na cooperativa e trabalhei até 2018. Trabalhei, na verdade, 30 anos. Trabalhei como agrônomo e como gerente do Departamento Agronômico, depois do gerente do Departamento de Sementes, então a cooperativa pra mim ela fez parte, pois sempre fez parte”, disse Ronaldo Vendrame, produtor rural.

Toda família do seo Ronaldo tem ligação com o cooperativismo. Dona Beth, é esposa de Ronaldo e também evoluiu junto com o cooperativismo. De colaboradora a cooperada, hoje ela colhe os frutos do que semeou ao longo dos anos.

“A C. Vale pra nós assim, nós trabalhamos lá dentro como funcionário. Nós entregamos a produção, então para minha vida particular o cooperativismo é tudo para nós. Nós trabalhamos diretamente e indiretamente com o cooperativismo”, disse Elizabeth Vendrame, produtora rural.

 

A C.Vale é uma cooperativa agroindustrial com atuação no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraguai e que há décadas vem transformando vidas. São 181 unidades de negócios, mais de 25.000 associados e mais de 12.000 funcionários. É destaque na produção de soja, milho, trigo, mandioca, leite, frango, peixe e suínos, e atua na prestação de serviços, com mais de 260 profissionais que dão assistência agronômica e veterinária aos associados. E foi aqui, que seo Ronaldo conquistou sua evolução no agronegócio, essa união de cooperativa e cooperado é resultado de muito trabalho e dedicação das duas partes.

“Nós damos o norte, damos a direção, munimos o produtor de tecnologia, preparamos ele e aí a partir daí é com ele. É aí que vem a questão, precisa haver vocação, quer dizer, interesse e vontade por parte do produtor. Se não tiver isso, não adianta. Então é uma coisa muito particular e isso faz com que se crie uma família”, detalha Alfredo Lang, presidente da C. Vale.

A história que eu falei no começo da reportagem sobre alegria e tristeza, é muito real e foi colocada à prova muitas vezes ao longo dos anos. As dificuldades chegaram e foram vencidas justamente por conta da união do cooperativismo.

“Ele convive com os momentos de resultado e também com os momentos de não resultado. Então, ele vive esse processo todo e isso faz com que nós, como empresa, na condição de empresa. Isso nos obriga a ser eficiente, produzir produtos de excelente qualidade e competir com o mundo”, explica Alfredo Lang.

 

A união das cooperativas resulta em levar o nome dessas empresas para o mundo. Por isso, desembarcamos também em Medianeira, para ouvir outra voz da experiência, o diretor presidente da Frimesa, Valter Vanzella.

“Essa prosperidade das cooperativas realmente fez uma transformação. Hoje, o parque industrial do Cooperativismo do Oeste do Paraná é uma coisa fantástica. Olha o que se abate de aves por dia, do sistema cooperativista, a própria Frimesa, junto com suas filiadas, o que abate de suínos e isso aí é tudo realmente consequência do cooperativismo”, disse Valter Vanzella.

A Frimesa é formada por cinco cooperativas filiadas Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato. Sendo a quarta maior empresa brasileira de abate e processamento de suínos e entre as maiores do Brasil em recebimento de leite. Hoje são 6 unidades industriais para produção de derivados de carne e leite, com atuação em todo o mercado nacional e internacional, e exportação para diversos países. Em 2021, alcançou um faturamento de 5,039 bilhões, com crescimento de 17% comparado com 2020, fruto do trabalho de mais de 9 mil colaboradores.

“Essas cooperativas, elas fomenta a produção, produção de leite, produção de suínos, produção de grãos, enfim, toda a produção. Algumas atividades que nem frango, avicultura. Elas industrializam e comercializam, cada uma tem um frigorífico. Já o suíno e o leite elas se uniram para fazer isso em conjunto, em vez de cada cooperativa ter o seu frigorífico elas tem um em sociedade e isso é a Frimesa”, explica Valter.

 

SUCESSÃO FAMILIAR

Há outra coisa que o cooperativismo também tem transformado: a sucessão familiar. Nos últimos anos essa se tornou uma grande preocupação, afinal se os filhos abandonarem as propriedades quem vai continuar contando a história da família rural? Na evolução das cooperativas, alinhado com as tecnologias e inovações. Os filhos que haviam  trocado o campo pela cidade, estão voltando para cuidar do patrimônio conquistado pelos pais.

“Eu sou formado em outra área, só que eu vim conversando com meu pai nos últimos anos. Eu estou fazendo um curso com ele de sucessão familiar, porque o pai já está ficando velho e isso aqui vai ficar tudo para quem? a minha irmã mora em outra cidade e a gente precisa de alguém para continuar aqui”, Guilherme Vendrame, produtor rural.

“Muitos filhos foram estudar fora ou voltaram ou foram trabalhar fora porque não tinha mais espaço. Hoje estão voltando para tocar as atividades como empresário na área avícola, na área de peixe, na área de suínos e leite. Então eu acho que é uma região abençoada”, disse Alfredo.

 

O FUTURO PEDE EXPANSÃO

O futuro pede expansão e justamente isso que está sendo feito. A Frimesa está finalizando o novo frigorífico de Assis Chateaubriand que deve ser a maior planta para abate e processamento de suínos da América Latina que deve ficar pronta em dezembro de 2022.

“Na visão de futuro, realmente nós tivemos como projeto que nós temos que ter um crescimento constante. Por isso que o projeto de Assis começa com 3750, vai para 7500, vai para 11.000 e vai para 15.000”, disse Valter.

A C. Vale também trabalha no crescimento dos negócios, afinal é isso que o cooperativismo pede.

“Nós não vamos parar. A vontade nossa é continuar crescendo”, Alfredo Lang.

 

A IMPORTÂNCIA DO COOPERATIVISMO

Este é apenas um pequeno trecho das milhares de vidas que foram transformadas com a chegada das cooperativas e quem vive do cooperativismo só tem gratidão por toda essa trajetória.

“Cooperativismo ele começou a ser uma porta para a modernização da agricultura e através dessa associação, permitiu gerar volumes de buscar outros mercados, de ter de fazer coisas mais competentes. E a cooperativa é uma sociedade de pequenos produtores”, finaliza Valter Vanzella.

“Eu me criei na lavoura e quando o pai ia para descarregar, a gente ia junto criancinha, ia junto com o caminhão e eles mostravam como era e a gente se criou dentro desse ambiente. O cooperativismo para nós é a base”, disse Elizabeth.

“Se nós olharmos a região, hoje ela é o que é, graças ao sistema cooperativismo, se nós não tivéssemos todos esses aviários, essa avicultura, suinocultura, bovinocultura de leite, piscicultura, como é que você ia estar fixando principalmente, o pequeno produtor no campo? Mas isso graças a um sistema cooperativista”, finaliza Ronaldo.

(Débora Damasceno/Sou Agro)

(Foto: Sou Agro)

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