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“Paraná é o estado mais impactado”, diz ministra sobre a seca

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#souagro | Conforme antecipado com exclusividade pelo Portal Sou Agro no dia 6 de janeiro, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, engenheira agrônoma Tereza Cristina, desembarcou nesta quinta-feira em Cascavel, para conferir de perto dos estragos provocados por uma das mais severas secas já enfrentadas pelo Paraná. Ao longo da semana uma comitiva do MAPA tem visitado todas as regiões do estado para avaliar os prejuízos deixados pela estiagem. Os resultados iniciais apontaram que o oeste paranaense foi o mais afetado pela falta de chuvas. O avião da FAB decolou de Chapecó e chegou em Cascavel por volta das 8h30 da manhã. Em seguida, Tereza Cristina foi recepcionada por autoridades na pista do aeroporto e visitou a Fazenda Confiança, em Lindoeste, de propriedade de Vanderlei Campos e João Cunha e depois foi para o Sindicato Rural Patronal.

Assista a entrevista completa: 

 

“Olha nós viemos do Rio Grande do Sul. Eu estive em Santo Ângelo primeiro, depois em Chapecó e Maringá, depois daqui estou indo para o Mato Grosso do Sul onde a gente tem uma estiagem severa e com perdas variadas. Então nós viemos fazer o quê? conversar com os estados, né? Com os produtores rurais pra gente ter essa avaliação mais precisa para receber um documento aqui dos estados, para gente saber as ações que nós podemos fazer no Governo Federal para ajudar os estados e municípios. São as mais variadas situações, não só na produção, temos alguns estados com problema de abastecimento de água, até para as pessoas, para irrigação, enfim”, diz a ministra.

Medidas do Governo Federal 

“Nós temos aí nessa faixa aí entre o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul essa estiagem que realmente está judiando dos produtores, né?. O Brasil é um país continental, não dá ainda pra gente dizer, ah, nós vamos ter essa fotografia. Nós vamos ter essa estimativa das perdas desses estados e aí a gente vai ver como é que isso se reflete na estimativa do Brasil. Tem a área de crédito né? Que é uma que uma coisa que preocupa porque o produtor ele precisa ter recurso de custeio para plantar essa safra, quando terminar essa safra já tem a outra que vai ser plantada, a safrinha. Então a parte de crédito preocupa. Hoje no Paraná e no Rio Grande do Sul tem muita gente que fez seguro, tem uma parte aí substancial que tem o seguro que ajuda, né? Não resolve, mas ajuda, deixa o produtor mais confortável para poder tomar crédito, mas tem outros que não, as situações são muito variadas e diversas. Então é isso que a gente tem que ver”, explica Tereza Cristina

 

Várias medidas devem ser tomadas

“Nós trouxemos técnicos para fazer essa avaliação, chegar em Brasília e encaminhar. Não é uma decisão ou uma ação, são várias ações que podem ser tomadas e vamos discutir se a gente pode pensar em algo maior. Então era essa é a finalidade, nós não viemos aqui pra dizer tem um modelo pronto do que o governo federal vai fazer. Não existe esse modelo. Tem aí várias coisas que já existem, manual de crédito rural, prorrogar as parcelas, já tem uma série de coisas, enfim, então a gente veio aqui ouvir e rapidamente agir. Nós viemos aqui enquanto está ocorrendo essa situação.  Nós montamos essa comissão, agora nós já estamos falando há várias semanas desde natal e o ano novo, nós falamos com os secretários dos estados, com os governadores, enfim, nós falamos com toda a área pública e também com as cooperativas pra quê? pra gente ter essa radiografia. Agora cada dia que deixa de chover a situação muda. Então uma semana atrás era uma situação, hoje é outra. Então nós temos que correr pra ter essas decisões prontas para que o produtor rural comece a safrinha que se Deus quiser o tempo vai mudar, São Pedro vai ajudar. Mas que ele tenha tranquilidade do que ele vai fazer na tomada de decisão da safrinha que está aí chegando também”, diz a ministra.

 

Paraná é o estado mais impactado pela seca 

Perguntada se o Paraná é o estado que mais preocupa, a ministra diz que é o mais impactado: “É o estado mais pra gente até mais impactado. Porque nós estamos tendo aí uma estiagem em regiões que nunca tiveram. Além da alta tecnologia que se usa no Paraná, foram regiões que tinham um risco muito menor de estiagem. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina, contando em safra não em anos, já tem gente lá que perdeu três safras consecutivas.  Aqui no Paraná eram mais pontuais. Existiam perdas sim, que existe em todo lugar mas agora a gente está vendo uma coisa maior”, finaliza a ministra.

Cascavel faz parte de uma série de visitas que a ministra tem feito nas regiões afetadas pela seca. Depois de Cascavel, ela seguirá para Ponta Porã (MS).

 

(Débora Damasceno/Sou Agro)

 

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