Foto: PM/PR

Carga milionária: PM apreende centenas de vinhos ilegais no PR

Débora Damasceno
Débora Damasceno
Foto: PM/PR

#souagro| A gente tem acompanhado aqui no Sou Agro inúmeros casos da entrada ilegal no Brasil de vinhos e agrotóxicos contrabandeados. Quase todos os casos são flagrados nas regiões que fazem fronteira com o país vizinho, como em cidades do Paraná e Santa Catarina. Como foi o caso registrado na noite de segunda-feira (23) em Cascavel, Oeste do Paraná.

Uma grande apreensão de 400 vinhos ilegais. Tudo aconteceu depois que as equipes da Polícia Militar  receberam denúncias de que os produtos contrabandeados estavam em um caminhão que iria passar pela cidade.

Com isso, os policiais foram até a BR-277, próximo do posto da Polícia Rodoviária Federa onde foi realizada a abordagem. Além dos vinhos, o veículo também estava carregado com 900 celulares e alguns eletrônicos.

De acordo com a Polícia Militar a carga é avaliada em R$ 2 milhões. O motorista de 37 anos foi preso e todo produto aprendido levado para a Receita Federal.

PREOCUPAÇÃO COM CONTRABANDO DE VINHO

Polícia Rodoviária Federal já demonstrou preocupação com esse aumento das apreensões de vinho com entrada irregular no Brasil. É que segundo a PRF o perfil de quem traz o vinho ilegalmente tem mudado nos últimos anos. Se no início das apreensões era mais comum o “pequeno contrabandista”, pessoas transportando pequenas cargas, agora o crime organizado é o dono o comércio do vinho ilegal. A utilização de veículos roubados, clones, batedores e olheiros são alguns dos artifícios praticados pelos contrabandistas e quadrilhas.

 

As quadrilhas do tráfico de drogas estão diversificando o leque de crimes com o comércio ilegal de vinho, uma forma de investimento criminoso para capitalizar as organizações. É o que aponta um levantamento realizado pelos setores operacionais da PRF no Paraná. “Não é o pequeno muambeiro que vai ali comprar um pouco de vinho e trazer, são quadrilhas altamente organizadas“, comenta um policial rodoviário federal que atua em operações contra esse tipo de crime.

Para quem compra o vinho ilegal, a impressão que se tem é a de que apenas está burlando as leis fiscais e não pagando imposto, e assim tendo a vantagem de comprar o vinho por preços mais acessíveis. Entretanto, quem compra o vinho que entra ilegalmente  pode estar contribuindo diretamente para a manutenção da saúde financeira de quadrilhas do crime organizado.

 

 

(Débora Damasceno/Sou Agro)

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