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Frango abatido: preço ao consumidor acompanha o do atacado

Débora Damasceno
Débora Damasceno
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Contrapondo-se os preços do frango abatido no atacado aos registrados junto ao consumidor, a percepção é a de que têm evoluído de forma muito similar. Assim, tomando como base as médias registradas em 2019 (ano pré-pandemia), constata-se que em outubro passado, frente a um ganho de preço de 74,05% no atacado, o frango abatido chegou ao consumidor com um valor 79,85% superior, ou seja, com diferença de apenas 5,8 pontos percentuais.

Mas há diferenças significativas no decorrer desses 22 meses no tocante às margens. Por exemplo, a margem média registrada no varejo em relação ao preço no atacado, de 58,82% em 2019, subiu para 64,58% no período pandêmico. Mas não só, pois (outro exemplo), no momento mais crítico da pandemia enfrentado pelo setor avícola (abril/maio de 2020, ocasião em que, no atacado, o preço do frango abatido retrocedeu a um dos menores níveis dos últimos tempos), o valor pago pelo consumidor teve retrocesso mínimo. Daí a margem desses dois meses ter ficado acima dos 100%.

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Em outras palavras, as quedas de preço enfrentadas pelo setor produtivo não significam, necessariamente, preços mais acessíveis ao consumidor. Há transferências, sim, mas em proporções bem menores que as observadas na produção. E, neste ano, há duas ocorrências que comprovam isso: em janeiro, o preço do frango abatido retrocedeu ao menor nível em quatro meses, mas no varejo seguiu em alta – pelo sétimo mês consecutivo. Daí a margem ter subido para quase 70%.

Bem mais recentemente, em outubro passado, isso se repetiu: no atacado, os preços retrocederam, enquanto no varejo seguiram em alta, atingindo novo recorde histórico.

Notar, de toda forma, que as margens entre atacado e varejo não se traduzem em ganho absoluto para os intermediários. Conforme executivos do setor, após sair dos abatedouros, o preço de um produto pronto para o consumo pode sofrer acréscimo superior, até, a 50%, devido, apenas, à logística de distribuição e entrega.

(FONTE: Avisite)

(Débora Damasceno/Sou Agro)

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