Sem trégua nos próximos meses, La Niña deve continuar preocupando produtores

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#souagro| A La Niña é o fenômeno que tem influenciado muito nas condições climáticas do país. É bem importante acompanhar a previsão para saber o período em que a La Niña permanece no país para tentar se prevenir com o que vem por aí. Por isso Ronaldo Coutinho trouxe um verdadeiro diagnóstico deste cenário e ao que tudo indica, o fenômeno deve continuar dando dor de cabeça aos produtores.

“O que dá pra definir é que a La Niña vai nos incomodar durante todo 2022 e o comecinho de 2023”, disse Coutinho.

 

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“A La Niña continua até o final do ano, avança no verão, fraca, moderada, o Atlântico sem muita mudança, ficando um pouco mais quente. Pode afetar principalmente a Bacia do Prata, Uruguai e talvez o Rio Grande do Sul. É possível que o Rio Grande do Sul tenha alguns momentos um pouco de folga com alguma chuva e não acredito numa estiagem tão severa como foi o ano passado. Mas é bom o pessoal trabalhar também com uma situação semelhante pra melhor. No Paraná, na área central, continuam problemas também, principalmente em novembro e dezembro. Então, situação crítica nesse sentido, escolha de variedade, tentar pegar uma variedade intermediária, nem muito curta, nem muito longa que seja um pouco mais resistente a falta de chuva e que tenha tempo de se recuperar. Se dá uma estiagem de 30 dias, a planta sente. Se for de ciclo longo, ela sente bem menos que daí, voltando a chover, ela recupera um pouco esse atrasado”, detalha Coutinho.

O QUE É A LA NIÑA?

La Niña consiste em uma alteração periódica das temperaturas médias do Oceano Pacífico. Essa transformação é capaz de modificar uma série de outros fenômenos, como a distribuição de calor, concentração de chuvas e a formação de secas.

Quando a alteração da temperatura das águas do Oceano Pacífico aponta para uma redução das médias térmicas, o fenômeno é nomeado de La Niña, basicamente o efeito La Niña está ligado ao resfriamento das temperaturas médias das águas do Oceano Pacífico, representando exatamente o oposto do fenômeno El Niño, que produz um aquecimento anormal de suas temperaturas.

(Débora Damasceno/Sou Agro)

 

(Foto: Getty Images)

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