Plantio do trigo está prestes a ser finalizado no PR

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#souagro| O plantio de trigo no Paraná deve ser encerrado nos próximos dias, segundo o relatório semanal do Deral (Departamento de Economia Rural). Os dados referentes a 11 de julho apontaram que 99% da área de 1,17 milhão de hectares estava semeada.

No dia seguinte (12), voltou a chover no estado, restabelecendo a umidade do solo nas regiões que plantam mais tardiamente e onde a estiagem começava a preocupar. Portanto, como nas demais regiões, os triticultores do extremo Sul do estado conseguirão plantar o cereal dentro do período ideal estabelecido pelo zoneamento agrícola.

 

As condições das lavouras também refletem a pluviometria adequada até o momento, pois 5% da área está em condição mediana e 95% está boa. Atualmente, cerca de um quinto das lavouras paranaenses está começando a espigar ou enchendo grãos, fases com risco maior de perdas por congelamento. No entanto, a previsão é que não se formem geadas relevantes nos próximos 15 dias.

Essa situação permite a manutenção de expectativa de uma safra cheia, em 3,9 milhões de toneladas, ressalvando-se que a maioria das lavouras deve passar ao longo do inverno por suas fases críticas, tanto em relação às temperaturas negativas, quanto em relação à disponibilidade hídrica.

 

FEIJÃO

Já sobre o feijão, o último levantamento realizado pelos técnicos do Deral, mostram que a segunda safra de feijão está estimada em 318,6 mil hectares, aumento de 17% sobre a safra passada e uma produção esperada de 632 mil toneladas, acréscimo de 120%.

Esse expressivo aumento no plantio de segunda safra deve-se, basicamente, aos bons preços que o feijão registrou no período de pandemia, estimulado pela maior procura das cestas básicas e auxílio emergencial às camadas mais necessitadas da população.

 

A colheita já atingiu 99% da área plantada e as condições climáticas estão favoráveis durante os últimos dias, o que resultou em excelente qualidade do produto. Diferente da situação ocorrida no período entre 29/05 e 10/06/2022, quando houve intensa concentração de chuva, que afetou diretamente àquelas lavouras que se encontravam no ponto de colheita.

Como consequência, algumas áreas afetadas tiveram perdas na produtividade e, principalmente, na qualidade do produto colhido, após o período chuvoso. Mesmo com este problema na colheita, vale a pena registrar que esta safra de feijão certamente será comemorada como a melhor dos últimos anos, uma vez que em outros anos as perdas por questões climáticas giravam entre 20 e 25%.

 

Já o resultado final da produção em 2022, apesar deste problema com as chuvas, deverá registrar uma redução menor comparativamente às safras anteriores. Com a oferta considerada alta, o feijão de cores vem apresentando sensível redução nos preços.

No mês de maio de 2022 o produtor recebeu, em média, R$ 364,00/sc de 60 kg, e na última semana R$ 288,00/sc de 60 kg, uma redução de 21%. Já os preços do feijão preto estão se mantendo estáveis, com média de R$ 183,00/sc de 60 kg.

MILHO

O relatório semanal do Deral também apontou que a segunda safra de milho 21/22 no Paraná tem 75% da área a colher já em sua fase final de desenvolvimento, a maturação. Outros 25% encontram-se em frutificação.

 

Nestas condições, o risco de impactos em decorrência do frio diminui consideravelmente para a safra. Já a colheita atingiu 20% da área total estimada de 2,7 milhões, um aumento de 100% quando comparado à semana anterior.

Em relação à produção nacional do cereal, a Conab estimou que devemos produzir na safra 21/22 115,6 milhões de toneladas, alta de 33% comparativamente à safra anterior. A segunda safra corresponde a 76% do total da produção.

(Débora Damasceno/Sou Agro com Deral)

(Foto: reprodução internet)

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