Após duas semanas de estabilidade, preços de soja e milho aumentam

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#souagro| Depois de duas semanas de estabilidade, os preços da soja e do milho aumentaram nesta segunda-feira (18). Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), no caso da soja, o crescimento nas demandas domésticas e externas por farelo de soja incentivou as indústrias nacionais a elevarem as aquisições de soja em grão nos últimos dias.

Os pesquisadores indicam que o cenário acirrou a competitividade entre demandantes e importadores, que foram atraídos pelo grão nacional, considerando a valorização do dólar e a necessidade de completar cargas para embarque imediato.

No entanto, segundo o Cepea, a alta do frete rodoviário limitou as vendas do grão para exportação, uma vez que esse contexto tornou as comercializações em mercados regionais mais remuneradoras aos vendedores.

 

Nós, do Portal Sou Agro, fomos buscar a explicação do economista Camilo Motter, especialista em agro, sobre o tema e o porquê da mudança nos preços. “O mercado esteve bem lento nas duas primeiras semanas de julho e de forma geral o preço caiu. Só não caiu mais porque o câmbio segurou os valores de forma mais estável”, afirma.

Segundo ele, esse cenário se repete para a soja e também para o milho. “Tivemos quedas internacionais e aumento substancial do frete. De outro lado, contamos com o câmbio dando estabilidade para os preços e, nos últimos três dias, um pequeno ajuste na Bolsa de Chicago, que fez com que os valores subissem novamente”, avalia.

No caso do milho, para o economista, o que vai ditar o preço nas próximas semanas é a pressão por colheita. “Temos uma safra recorde e a nossa previsão é exportar 40 milhões de toneladas de milho. E quando se exporta, é o preço internacional que indica o preço interno. As integrações não vão pagar mais caro se tem bastante oferta. Então, esse é um favor negativo”, explica.

 

Outro fator que preocupa é a incerteza das exportações para a China. “O acordo era exportar 10 milhões de toneladas do produto para a China. Mas há diversas exigências sanitárias que o Brasil não está conseguindo cumprir. Se o mercado continuar nesses patamares, a China vai comprar do Brasil só no ano que vem”, alerta.

O valor da saca da soja hoje gira em torno de R$ 186,95. Já do milho, em torno de R$ 82,46. Ambos na região de Cascavel.

(Tatiane Bertolino/Sou Agro)

Foto: Pixabay

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