Fim da vacinação contra febre aftosa já projeta abertura de novos mercados

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#souagro| No começo desta semana nós trouxemos aqui no portal Sou Agro que o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou que a partir de novembro seis estados e o Distrito Federal não terão mais a vacinação contra a febre aftosa. As unidades que não terão mais imunização são:  Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal.

Acontece que este anúncio já começa a demonstrar os resultados positivos. O Mato Grosso por exemplo, já comemora a abertura de novos mercados, entre eles o europeu, a Coreia do Sul e o Japão:  “O fim da vacinação em Mato Grosso é um avanço para o melhor nível sanitário existente. Além da redução do custo com a aquisição da vacina, haverá a valorização da carne mato-grossense”, destaca a presidente do Indea, Emanuele Almeida.

Há 26 anos o Mato Grosso não registra nenhum caso da doença. Em março deste ano, o Indea passou por auditoria do Mapa para avaliar se o órgão implementou o plano de ação para ajustar o que foi apontado na auditoria realizada em maio de 2021. O Indea afirma que buscou cumprir integralmente os apontamentos.

 

Além disso, houve investimento do Governo de Mato Grosso com a realização do concurso público para aumentar o número de servidores, e aquisição de novas caminhonetes para dar melhores condições aos servidores no interior. Há também a parceria com os fundos para a aquisição de equipamentos, mobiliário e reforma das unidades do Indea: “O status internacional almejado, fortalecimento do serviço veterinário oficial e a melhoria dos níveis de avanço de cada atividade/programa, mensurados a cada auditoria Quali-SV, ainda demandam muito trabalho e dedicação, porém não há dúvida da competência e dedicação de todos nesse processo”, comentou o coordenador de Sanidade Animal do Indea, Felipe Peixoto.

Essa decisão de suspender a imunização, faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no PE-PNEFA. Para realizar a transição de status sanitário, os estados e o Distrito Federal atenderam aos critérios definidos no Plano Estratégico, que está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). A mudança começa em novembro pois é quando acontece a última etapa de vacinação nessas localidades.

 

Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação. A meta do Ministério da Agricultura é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026.

Para o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, a Organização Mundial da Saúde Animal exige a suspensão da vacinação e a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses.

(Débora Damasceno/Sou Agro com Indea)

 

(Foto: Mapa)

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