Calor perto de 40°C e ar seco favorecem colheita de algodão

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Imagem: Meteored

Calor próximo de 40°C e umidade entre 20% e 30% favorecem maturação, desfolha e colheita do algodão em MT, GO e MATOPIBA, mas exigem cuidado com aplicações, poeira, fogo e operação das máquinas no campo nesta semana.

O tempo seco e o calor predominam nas principais áreas produtoras de algodão, favorecendo a maturação, a abertura dos capulhos e o avanço da colheita nos próximos dias.

Começa período instabilidade e chuvas no Sul

O tempo seco deve manter uma janela favorável para maturação, desfolha, abertura dos capulhos, colheita e transporte do algodão entre esta quinta-feira (9) e domingo (12). A baixa umidade fica entre 20% e 30% nas tardes em Mato Grosso, Goiás, Tocantins, oeste da Bahia, sul do Maranhão e sul do Piauí, com máximas de 35°C a 38°C e pontos perto de 40°C no norte do Tocantins e no interior do Brasil Central.

O sinal é duplo. A falta de chuva reduz o risco de umedecimento da fibra e ajuda a entrada das máquinas, mas o calor forte aumenta poeira, risco de fogo e evaporação rápida em aplicações. Em áreas como Sapezal, Sorriso, Primavera do Leste, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Balsas e Uruçuí, a decisão passa a ser escolher bem os horários de pulverização e colheita.

Tempo seco acelera maturação em MT e oeste da BA até o fim de semana

Em Mato Grosso, a chuva deve ficar muito baixa nos próximos dias, com exceção de instabilidades mais distantes do noroeste do estado. O padrão favorece lavouras em enchimento final das maçãs, maturação e início de abertura dos capulhos em Sapezal, Campo Novo do Parecis, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis. As máximas podem ficar perto de 35°C no norte de MT, com umidade abaixo de 30% à tarde.

No sábado à tarde, o calor intenso domina MT, GO e MATOPIBA, com temperaturas próximas de 40°C em algumas áreas produtoras de algodão.

No oeste da Bahia, a condição também é favorável para avanço fenológico e preservação da fibra. Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Barreiras, Correntina e Formosa do Rio Preto devem seguir com chuva próxima de zero no curto prazo. Para lavouras já em abertura dos capulhos, esse tempo seco reduz o risco de mancha, apodrecimento e perda de qualidade; para áreas mais atrasadas, acelera o acúmulo térmico e a maturação.

Baixa umidade exige cuidado com desfolha e aplicações à tarde

A massa de ar seco será mais sentida entre 12h e 17h, quando a temperatura sobe e a umidade cai rapidamente. Em Goiás, Tocantins, sul do Maranhão e sul do Piauí, a umidade pode ficar perto de 20% a 30%, com calor de 36°C a 38°C em vários pontos. No norte do Tocantins, valores próximos de 40°C mantêm maior estresse operacional no campo.

No sábado à tarde, a umidade do ar cai para menos de 30% em grande parte do Centro-Oeste e MATOPIBA, exigindo atenção com aplicações e risco de incêndio nas áreas de algodão.

Os principais ajustes para o manejo são práticos:

  • GO e TO: calor de 35°C a 38°C aumenta evaporação de gotas e reduz a janela segura para aplicações;
  • oeste da BA: chuva próxima de zero favorece capulho aberto, mas exige atenção com poeira na colheita;
  • sul do MA e sul do PI: Balsas, Uruçuí, Bom Jesus e Corrente seguem secos, com risco maior de fogo;
  • MT: Sapezal e Primavera do Leste têm boa janela de campo, mas aplicações devem evitar o meio da tarde.

Frente fria muda o Sul, mas algodão segue com janela favorável

A frente fria do fim de semana deve alterar mais o Sul, o sul de Mato Grosso do Sul e parte do Sudeste. Para o eixo principal do algodão em MT, GO, TO, oeste da BA, sul do MA e sul do PI, o impacto direto deve ser pequeno até domingo. A chuva mais organizada fica afastada das principais áreas cotonícolas, mantendo baixo risco de interrupção ampla da colheita.

A chuva fica afastada das principais áreas de algodão em MT, GO e MATOPIBA, mantendo o tempo seco e a janela favorável para as operações no campo.

O ponto de atenção é acompanhar a virada da próxima semana. Se pancadas isoladas avançarem para áreas em capulho aberto, mesmo volumes de 5 mm a 15 mm podem atrasar a colheita e elevar a umidade da fibra.

(Com

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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