Conab reduz estimativa para safra de soja 2025/26

A safra de soja 2025/26 do Brasil deve alcançar 176,1 milhões de toneladas, estimou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), reduzindo sua previsão em cerca de 1 milhão de toneladas frente ao mês passado.
Mesmo assim, a expectativa ainda é de um recorde de produção da oleaginosa na temporada, com crescimento de 2,7% em relação ao volume da safra passada.
Os produtores plantaram o equivalente a 48,67 milhões de hectares de soja na safra atual, um aumento de 2,8% em relação ao ano passado, informou a Conab.
Crimes no campo caem pela metade
A colheita da nova soja brasileira já começou nos Estados do Paraná, Mato Grosso, Bahia, Acre e Pará e deve ganhar impulso no final deste mês, acrescentou.
Em Mato Grosso, as condições climáticas têm sido “favoráveis”, com chuvas mais abundantes e uniformes na segunda quinzena de novembro e ao longo de dezembro. Essas condições beneficiaram o desenvolvimento da cultura e ajudaram na recuperação das áreas afetadas pela falta de chuvas em outubro e novembro.
A Conab também revisou para baixo a estimativa para as exportações da soja para 111,8 milhões de toneladas embarcadas, ante 112,1 milhões previstas anteriormente.
SOJA/CEPEA: Colheita da safra 25/26 é iniciada; expectativa é de boa produtividade
Segundo a consultoria, os trabalhos são puxados por Mato Grosso, mas também já há colheita no Paraná. A AgRural avaliou que “não há atraso digno de nota por enquanto”, mas ponderou que o alongamento do ciclo das plantas em algumas regiões tornou o início desta colheita um pouco mais lento do que alguns esperavam inicialmente.
Já o plantio de milho segunda safra na região centro-sul do país atingiu 0,2% da área até a última quinta-feira, com avanço em áreas pontuais de Mato Grosso e do Paraná. Um ano atrás, na safrinha 2025, ainda não havia percentuais levantados, disse a AgRural.
O avanço das máquinas sobre as áreas de soja libera terreno para a janela ideal do milho, fator determinante para a rentabilidade dos produtores e para as projeções de exportação do complexo grãos em 2026.
(Com Forbes Agro e Cepea)











