ESPECIAIS

Operação revela esquema de venda de carne de caça pela internet

Uma grande operação batizada de  “Digitale Jagd” — ou “Caçada Virtual” foi deflagrada em várias cidades de Santa Catarina para combater a venda ilegal de carne de animais silvestres na internet.

A ação envolveu o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e a Polícia Militar Ambiental (PMA), com apoio da 13ª Promotoria de Justiça de Blumenau.

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão contra 16 suspeitos de crimes contra a fauna. As equipes atuaram simultaneamente em nove municípios: Blumenau, Pomerode, Indaial, Rio dos Cedros, Corupá, Ibirama, Rio Negrinho, Lontras e Laurentino.

Durante as ações, seis pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de armas de fogo.

Venda de carne e organização pelas redes

As investigações começaram após um relatório técnico do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental identificar um grupo organizado que caçava e vendia carne silvestre pela internet.

Foto: MPSC

Os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens e redes sociais para trocar informações sobre técnicas de abate, organizar caçadas, negociar armas e cães de caça e vender carne de animais silvestres, como paca, tatu e veado.

Além disso, a PMA também encontrou  estruturas de caça clandestinas ,  armas ilegais  e  cães mantidos em condições de maus-tratos  durante as investigações.

Força-tarefa em nove cidades

A operação mobilizou  136 agentes entre policiais militares, integrantes do GAECO e bombeiros.

O objetivo é reunir provas que comprovem  como funcionava a estrutura criminosa  e  quem são os responsáveis pela caça e comercialização da carne ilegal.

 

“Digitale Jagd”: caçada digital

O nome da operação vem do alemão e significa “Caçada Digital”. A escolha reflete a forma de atuação dos criminosos — organizados em grupos de mensagens, onde trocavam dicas e marcavam caçadas de forma virtual.

Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica, que fará a análise e perícia das provas coletadas.

As investigações seguem sob sigilo, mas novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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