Após curso da FAEP, grupo de mulheres cria marca de acessórios

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Faep

Um grupo de mulheres de Itambé, no Noroeste do Paraná, resolveu empreender após participar do curso “Artesanatos com sementes – biojoias”, promovido pelo Sistema FAEP. Com os conhecimentos adquiridos durante o treinamento, surgiu a ideia de fundar uma associação para comprar insumos e produzir peças para a venda. A iniciativa tem dado certo. A Natu Biojoias já possui logomarca e um perfil no Instagram para divulgar e comercializar seus produtos. O grupo é composto por Gilsemara Cagni, Viviane Dolphine Campagnoli, Márcia Noriko Ueoka, Diva Dela Rosa Campagnoli, Maria Dirma Antonini Trombini e Fátima Aparecida Bersi Michelin.

“É gratificante verificar que um curso do Sistema FAEP gerou um novo negócio, por meio do conhecimento repassado. Esse é um dos aspectos presentes em nosso DNA: a qualificação de produtores rurais para que surjam novas empresas, gerando renda e melhorando a qualidade no meio rural”, enfatiza o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

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Filha de produtores rurais, Viviane Dolphine Campagnoli, destaca a união do grupo desde o momento em que fizeram o curso, em março deste ano. Nas semanas seguintes, o grupo manteve os encontros, com apoio do Sindicato Rural de Itambé, que cede a sala de cursos, quando não há formação, para que as integrantes possam confeccionar as peças.

“Para começar, compramos sementes em quantidade para produzir as peças juntas. Nos encontramos uma vez por semana para fazer as biojoias e, mais do que trabalhar no material, também é uma oportunidade de conversar, gerar conexões e aprender, em conjunto, as peculiaridades do negócio”, compartilha Viviane.

Com o passar do tempo, o grupo participou de algumas feiras de artesanato para vender seus produtos, o que permitiu identificar a procura por itens religiosos. Assim, desenvolveram novos produtos, como terços e dezeninhas para carros feitos com sementes. “Também temos chaveiros, colares de mesa, escapulários e continuamos exercitando a criatividade. Agora, o nosso desafio é com as fotografias. Estamos buscando conhecimento para melhorar a forma de expor nossos itens e aumentar as vendas”, aponta Viviane.

O planejamento do grupo é expandir e formalizar a cooperativa, a ponto de ter um galpão para que as mulheres trabalhem juntas. Além disso, a ideia é que peças tenham o diferencial de representar o extrativismo sustentável, união entre mulheres e respeito ao meio ambiente.

“Nosso objetivo é ir além da renda individual. Queremos mostrar que juntas podemos gerar impacto positivo para a comunidade, para o meio ambiente e para nós mesmas, como agricultoras e mulheres do agro”, resume Viviane.

Durante o convívio, além de produzir joias com sementes, o grupo de mulheres aprendeu a se organizar e, nos últimos meses, refinaram o projeto. Buscaram apoios, como o da Cooperativa Cocari, e já fazem prospecção de mercado para estar presentes em feiras e eventos na cidade e em outros municípios da região. Inclusive, o grupo deve ser um dos expositores do espaço de artesanato da Expo Cocari, que a cooperativa vai promover no início de 2026.

Serviço

Conheça o trabalho da Natu Biojoias no perfil do Instagram da marca.

(Com FAEP)

 

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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