Auditores federais alertam para riscos da tuberculose bovina em animais e seres humanos

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Tuberculose bovina é causada por bactéria e também acomete bubalinos (Foto: Anffa Sindical)

A tuberculose bovina afeta rebanhos em todo o País e também coloca em risco a saúde da população, podendo ser transmitida pelo consumo de carne, leite e derivados sem inspeção sanitária e pelo contato direto com animais infectados. Trata-se de uma zoonose que ameaça a segurança dos alimentos, gera prejuízos à pecuária e reforça a importância da fiscalização oficial para proteger a saúde pública. Por isso, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) alerta para a importância das ações de controle da doença nos rebanhos e para o consumo de alimentos inspecionados.

A tuberculose bovina é causada pela bactéria Mycobacterium bovis, de evolução crônica, que acomete também os bubalinos. A doença acarreta perdas econômicas relevantes devido à queda na produção leiteira, emagrecimento progressivo dos animais, pela eliminação de animais positivos e condenações de carcaça em abatedouros, sendo imprescindível a adoção de medidas sanitárias para o controle da doença nos rebanhos e, consequentemente, evitando a transmissão aos seres humanos.

Além da transmissão via alimentos, a infecção também se dá pelo contato direto com animais infectados. Entre os grupos de maior risco estão médicos veterinários, trabalhadores rurais e profissionais de frigoríficos, assim como os auditores fiscais federais agropecuários. A tuberculose pode levar a quadros clínicos graves, colocando em evidência a relevância da vigilância e do controle sanitário.

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Marcelo de Andrade Mota, a tuberculose atinge entre 0,16% e 9% dos rebanhos do País. A maior prevalência é observada em sistemas de produção leiteira intensiva, onde a densidade populacional e as práticas de manejo favorecem a disseminação do agente.

Segundo a diretora de Comunicação da Delegacia do Anffa Sindical no Distrito Federal e chefe da Divisão de Controle da Brucelose e da Tuberculose Animal do Mapa, Patricia Santana Ferreira, o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal estabelece medidas como a testagem obrigatória de animais para trânsito interestadual para fins de reprodução e participação em aglomerações, a eliminação de reagentes positivos sob supervisão oficial, a vigilância epidemiológica e o saneamento obrigatório. A adesão rigorosa a essas ações, aliada à fiscalização oficial, é indispensável para evitar a disseminação da enfermidade.

“Entre outras medidas de prevenção estão a exigência de exames negativos de brucelose e tuberculose antes da introdução de novos animais ao rebanho, a testagem periódica do rebanho, e evitar o consumo de carne, leite e derivados sem inspeção sanitária oficial”, destacou a especialista.

O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, destaca a atuação dos auditores fiscais federais agropecuários, determinante para a segurança da população e que esses profissionais também precisam ser protegidos contra a doença.

O Anffa Sindical destaca também que o consumo responsável, aliado ao cumprimento das normas sanitárias por parte dos produtores, é fundamental para proteger a saúde pública, preservar a competitividade do agronegócio e assegurar a imagem internacional do Brasil como fornecedor de alimentos seguros.

(Assessoria ANFFA Sindical)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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