Chuvas causaram R$ 829,6 milhões em prejuízos no PR; IAT discute soluções para cheias

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Carlos Vicelli/IAT

O Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), participou de uma audiência pública para debater soluções para minimizar os efeitos das enchentes em União da Vitória, no Sul do Paraná. O evento, organizado pela Câmara Municipal, ocorreu no Cine Teatro Luz, e contou também com a presença da comunidade de Porto União, cidade catarinense vizinha à União da Vitória e que também sofre com as cheias do Rio Iguaçu, que divide os dois municípios.

Participaram do encontro o diretor-presidente do IAT, Everton Souza; o gerente de Saneamento do órgão ambiental, Carlos Alberto Galerani; e o chefe do escritório regional do instituto em União da Vitória, Augusto Arruda Lindner, além de lideranças políticas, empresariais e da sociedade civil dos dois municípios.

Souza disse que o IAT já elaborou um Termo de Referência para a contratação de um anteprojeto que vai nortear a busca pela solução mais adequada do ponto de vista técnico, financeiro e ambiental.

Em outubro, as chuvas intensas elevaram o nível do Rio Iguaçu em diferentes pontos, causando estragos em diversas cidades, sendo União da Vitória foi a mais prejudicada – cerca de 40% da área do município foi alagada, danificando cerca de 20 mil residências. Porto União também teve problemas com a cheia, com vários moradores desabrigados.

“Chegamos a um momento em que nunca se chegou: de contratar o estudo definitivo que vai nos dizer o que devemos fazer e como devemos fazer. Com ciência, com projeto, com técnica e sem bravatas. É esse anteprojeto que vai validar o que deve ser feito, em quanto tempo e quanto vai custar para amenizar o sofrimento dessas pessoas”, afirmou o diretor-presidente do IAT. “A obra é prioridade do governador Ratinho Junior, que nos cobrou celeridade na solução”, acrescentou.

Segundo ele, como forma de agilizar o processo, o órgão fará nos próximos dias uma consulta ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para saber de quem é a prorrogativa de emissão dos licenciamentos ambientais necessários para a execução das futuras obras, já que o Rio Iguaçu é de domínio federal. “O IAT pode ser esse agente, como fizemos com a revitalização da orla de Matinhos, mas precisamos dessa concordância do Ibama”, afirmou.

Esse é mais um passo que o Governo do Paraná dá em busca de uma definição viável para o problema das cheias no Iguaçu. Na segunda-feira (20), os governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e de Santa Catarina, Jorginho Melo, estabeleceram um grupo de trabalho que se dedicará exclusivamente ao projeto. A equipe conta com técnicos do Instituto Água e Terra e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

Um levantamento feito pela Coordenadora da Defesa Civil do Paraná mostra que, de 1º de outubro a 1º de novembro, 157 municípios foram prejudicados pelas chuvas em todo o Estado. Há 101 cidades com situação de emergência homologada e 15 em estado de calamidade pública. Até 1º de novembro, o prejuízo total estimado, incluindo perdas no setor público e privado, foi de R$ 829,6 milhões.

(Com AEN)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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