Bioinsumos e fertilizantes são alternativas viáveis para o déficit hídrico na safra de soja

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Imagem: Magnific

A safra brasileira de grãos 2025/26 deve fechar em um novo patamar recorde, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado, impulsionado por condições climáticas favoráveis, também é atribuído pela própria Conab ao investimento crescente dos produtores em insumos agrícolas.

O dado confirma uma tendência que vai além do clima: a de que planejamento nutricional, tratamento de sementes e aplicações precisas, via solo ou foliar, deixaram de ser diferencial e passaram a ser condição básica para transformar investimento em produtividade real. “A escolha correta dos insumos, principalmente dos fertilizantes,  define a eficiência de todo o sistema produtivo”, afirma Douglas Vaz-Tostes, gerente técnico nacional da GIROAgro

Tabaco brasileiro conclui pré-inspeção para exportação à China

Segundo a Conab, o crescimento da área plantada segue como o principal vetor do resultado da safra, mas a companhia destaca que a produtividade média nacional também contribuiu, reflexo direto da adoção de pacotes tecnológicos mais sofisticados pelos produtores, entre eles a nutrição vegetal. O especialista ainda continua: “Quando o produtor investe em nutrientes adequados, na dose certa e no momento certo, ele reduz perdas, aumenta a rentabilidade e protege o potencial produtivo da cultura”.

O dado mais revelador do 11º levantamento da Conab, divulgado em agosto, é que a produtividade média nacional das lavouras chegou a 4.322 quilos por hectare (patamar próximo ao melhor já registrado pela série histórica da companhia. Isso significa que o crescimento da safra não veio apenas da expansão da área plantada, hoje em 83,5 milhões de hectares, mas também de um ganho real de eficiência por hectare cultivado); exatamente o indicador que reflete o uso mais criterioso de insumos.

Esse ganho de eficiência fica ainda mais evidente quando se observa o desempenho por estado. Enquanto o Mato Grosso, maior produtor de soja do país, colheu 51,6 milhões de toneladas na safra atual, foi a Bahia que registrou a maior produtividade média da oleaginosa, em 4.260 quilos por hectare, um sinal de que volume de produção e eficiência produtiva nem sempre andam juntos, e de que o manejo nutricional pode ser o fator que separa uma safra grande de uma safra eficiente.

Para a GIROAgro, esse é justamente o ponto de virada que o mercado brasileiro está atravessando: sair da lógica de “quanto mais área, mais produção” para a lógica de “quanto melhor a nutrição, maior o retorno por hectare”. O fertilizante líquido entra nessa equação como uma ferramenta de precisão, permite ajustar doses e momentos de aplicação, seja via solo ou foliar, de forma mais flexível do que os insumos sólidos tradicionais, respondendo a exigências específicas de cada fase da cultura.

(Com Assessoria)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

Mais Notícias