Bioinsumos e fertilizantes são alternativas viáveis para o déficit hídrico na safra de soja

A safra brasileira de grãos 2025/26 deve fechar em um novo patamar recorde, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado, impulsionado por condições climáticas favoráveis, também é atribuído pela própria Conab ao investimento crescente dos produtores em insumos agrícolas.
O dado confirma uma tendência que vai além do clima: a de que planejamento nutricional, tratamento de sementes e aplicações precisas, via solo ou foliar, deixaram de ser diferencial e passaram a ser condição básica para transformar investimento em produtividade real. “A escolha correta dos insumos, principalmente dos fertilizantes, define a eficiência de todo o sistema produtivo”, afirma Douglas Vaz-Tostes, gerente técnico nacional da GIROAgro .
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Segundo a Conab, o crescimento da área plantada segue como o principal vetor do resultado da safra, mas a companhia destaca que a produtividade média nacional também contribuiu, reflexo direto da adoção de pacotes tecnológicos mais sofisticados pelos produtores, entre eles a nutrição vegetal. O especialista ainda continua: “Quando o produtor investe em nutrientes adequados, na dose certa e no momento certo, ele reduz perdas, aumenta a rentabilidade e protege o potencial produtivo da cultura”.
O dado mais revelador do 11º levantamento da Conab, divulgado em agosto, é que a produtividade média nacional das lavouras chegou a 4.322 quilos por hectare (patamar próximo ao melhor já registrado pela série histórica da companhia. Isso significa que o crescimento da safra não veio apenas da expansão da área plantada, hoje em 83,5 milhões de hectares, mas também de um ganho real de eficiência por hectare cultivado); exatamente o indicador que reflete o uso mais criterioso de insumos.
Esse ganho de eficiência fica ainda mais evidente quando se observa o desempenho por estado. Enquanto o Mato Grosso, maior produtor de soja do país, colheu 51,6 milhões de toneladas na safra atual, foi a Bahia que registrou a maior produtividade média da oleaginosa, em 4.260 quilos por hectare, um sinal de que volume de produção e eficiência produtiva nem sempre andam juntos, e de que o manejo nutricional pode ser o fator que separa uma safra grande de uma safra eficiente.
Para a GIROAgro, esse é justamente o ponto de virada que o mercado brasileiro está atravessando: sair da lógica de “quanto mais área, mais produção” para a lógica de “quanto melhor a nutrição, maior o retorno por hectare”. O fertilizante líquido entra nessa equação como uma ferramenta de precisão, permite ajustar doses e momentos de aplicação, seja via solo ou foliar, de forma mais flexível do que os insumos sólidos tradicionais, respondendo a exigências específicas de cada fase da cultura.
(Com Assessoria)











