Surtos de gripe aviária em outros países beneficiam exportação brasileira de frango 

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#souagro| Os casos de gripe aviária estão aumentando em todo mundo, milhares de aves foram sacrificadas em várias regiões da Europa, Ásia, África e EUA por conta do vírus. A situação está  complicada, inclusive, em abril os Estados Unidos e a China, confirmaram o primeiro caso de gripe aviária H3N8 em humanos.

Segundo o diretor de mercados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Luis Rua este é um dos piores períodos quando se fala em casos da doença: “Primeiro semestre de 2022 foi um dos piores semestres em termos de influenza aviária no mundo. Hoje a influenza está presente em mais de 40 estados dos Estados Unidos, sendo o pior surto da década naquele país, inclusive regiões fortemente produtoras como é o caso da região da Georgia, também foram acometidas pela influenza. Isso sem contar a Europa que também passa por uma situação bastante delicada especialmente nos primeiros meses do ano, onde grande parte dos países europeus tiveram problemas, é o caso da França que teve um dos piores surtos de sua história, o Reino Unido e vários outros países daquela região e não só também e países da região asiática com problemas relacionados a doença”, detalha Luis.

 

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Quando falamos em todos esses casos de gripe aviária espalhados pelo mundo, muita gente questiona onde o Brasil entra nessa preocupação, mas a realidade é que neste cenário, o mercado brasileiro acaba sendo beneficiado, isso porque, o risco da doença em outros países exportadores, abre oportunidades ao Brasil: “É importante a gente dizer que o Brasil é um país livre de influenza aviária e nunca tivemos o registro dessa enfermidade aqui no nosso país. Isso faz com que o Brasil tenha um status sanitário de excelência. Com isso, o Brasil pode hoje acessar mais de 150 mercados, estamos trabalhando na abertura de novos mercados, mas o Brasil hoje já é um país que acessa o maior número de mercados no exterior.

Como os surtos de gripe aviária geraram muitos bloqueios aos países afetados, o Brasil teve abertura de muitas portas para exportação: “Nesses últimos meses com a influenza aviária banindo alguns dos nossos competidores, os Estados Unidos foram banidos de alguns países, a própria Europa também banida de alguns países que exigem esse status de excelência, o Brasil tem vindo  a ocupar um pouco desses espaços. Tem aumentado as suas exportações na casa de 8% no acumulado do ano e a expectativa é que com esse status sanitário de excelência, com todo o trabalho desenvolvido de qualidade, de sustentabilidade das agroindústrias é que o Brasil possa manter um caminho bastante importante quando a gente fala das exportações, o Brasil sendo cada vez mais chamado pelo mundo a contribuir com a segurança alimentar”, finalizou Luis.

(Débora Damasceno/Sou Agro)

 

(Foto: reprodução internet)

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