Mudanças climáticas afetam preços pagos aos produtores

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#souagro| Se tem algo que assombra o produtor rural é a condição climática. Chuva demais, geada, seca, granizo. Foram tantas mudanças nos últimos meses que é difícil ter uma real dimensão sobre os impactos disso tudo. Mas a realidade é que toda essa alteração no tempo tem resultados diferentes em cada tipo de cultura, um deles está no reflexo dos preços pagos aos produtores.

No Paraná por exemplo, produtores batata ágata e de raiz de mandioca estão recebendo mais na venda dos produtos. Em contrapartida o preço do alho e do feijão estão em queda.

No caso da batata e da mandioca, o clima contribuiu para a valorização dos tubérculos de acordo com a análise realizada por técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No caso da batata, o excesso  de chuvas registrado em janeiro prejudicou o plantio. Além disso, o aumento nos preços dos insumos também teve impacto na produção. O preço médio do quilo recebido pelos produtores em abril foi de R$5,09 contra R$ 3,93 em março, uma alta de quase 30%.

 

Já o preço alto da mandioca é reflexo da escassez hídrica ocorrida no final do ano passado, já que as plantas transformaram o amido em energia para sobreviver, o que prejudicou o desempenho nas lavouras. Com a menor oferta e uma demanda firme, os preços aumentam. No último mês, a média por grama de amido ficou em R$1,46, valorização de 8,15% quando comparado com a média de março.

Já os produtores do alho roxo e de feijão preto estão vendo os preços em queda. A desvalorização do alho roxo, classe 5, chegou a 23,23%, passando para um média de R$ 11,41 o quilo comercializado. A redução pode ser atribuída à queda do dólar frente ao real registrada no último mês.  Para o feijão, o recuo nas cotações em abril é explicado pela expectativa de maior oferta do produto no mercado em função da colheita da segunda safra. O preço médio obtido pelos produtores com a venda da saca de 60 quilos foi de R$ 246,88, o que representa uma queda de 12,87% quando comparado com o preço médio recebido em março.

(Débora Damasceno/Sou Agro com Conab)

 

(FOTO: Seagri/PR)

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