PIS e COFINS do milho zerados: veja o impacto para o produtor

 

#souagro | O decreto zerando a alíquota de PIS e COFINS sobre o milho importado, recém-anunciado pelo governo federal, passa a valer a partir de agora até 31 de dezembro deste ano. É uma medida emergencial, por conta principalmente do impacto da escassez do grão para suprir a carência nutricional da cadeia de proteína animal. Para o economista Alberi Antonio Daubermann, essa isenção fará com que o milho importado seja até R$ 9 mais baixo em comparação com os valores praticados no momento. “Isso terá um reflexo inclusive no milho nacional, de forma a pressionar também os valores para baixo”, descreve o economista.

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O economista utiliza como exemplo a redução de produção do milho safrinha, em decorrência do longo período de estiagem e também de fortes geadas, influenciando no volume e na qualidade do grão. “Esse cenário nos obrigou a depender de uma maneira mais intensa desse milho importado, levando o governo a adotar essa medida emergencial de isenção da alíquota”.

Daubermann comenta ainda que o Brasil passa por um processo inflacionário, que deverá fechar o ano com uma inflação batendo o teto da meta ou está mesmo estourando o índice previsto. “A redução da alíquota inclusive vem ao encontro dessa situação, na tentativa de reduzir o impacto na inflação”. Se por um ado, o produtor de milho passar a receber um pouco menos pela saca do milho, por outro, quem depende do grão para alimentar os animais terá seus custos um pouco reduzidos. “Isso mostra que o governo federal está acompanhando o que acontece no dia a dia do agronegócio e percebe a dificuldade em torno do abastecimento de milho, liberando a importação a um custo menor, para favorecer setores que dependem do insumo internamente”.

Entretanto, o governo federal não dá ponto sem nó. A perda de receita por conta dessa isenção da alíquota é estimada em R$ 66 milhões. “A União pretende recuperar essa perda elevando a alíquota de IOF para pessoas físicas e jurídicas”. Até porque, conforme o economista, o governo federal não pode perder receita, em virtude dos gastos elevados com a saúde, programas assistenciais e obra necessárias.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

 

Foto: Vandré Dubiela

 

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