FAEP repudia invasões do MST pelo país

Fernanda Toigo

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Imagem: Faep

O Sistema FAEP manifesta repúdio às invasões de prédios públicos promovidas por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesta semana. A ação coordenada faz parte de uma mobilização nacional que, até o momento, já atingiu unidades regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), além de prédios do Banco do Brasil e secretarias estaduais.

Segundo o MST, invasões e outros atos devem ocorrer em 21 Estados e no Distrito Federal. Até o momento, as invasões já atingiram Estados como Minas Gerais, Paraíba, São Paulo, Alagoas, Ceará, Maranhão, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal, com participação de cerca de 17 mil pessoas ligadas ao movimento.

Pressão: MST ocupa sedes do Incra em 22 estados

Para o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a invasão de prédios públicos compromete o diálogo democrático e gera insegurança para produtores rurais e a sociedade em geral. A reunião de líderes nacionais do MST com o presidente Lula, em meio a essa ofensiva, também representa uma afronta aos setores econômicos e à estabilidade institucional do país.

“É inaceitável que o presidente da República abra as portas do Palácio do Planalto para um movimento que promove invasões ilegais, enquanto ignora os representantes do setor produtivo, que sustentam a economia do país. Estamos à beira de um colapso do setor produtivo com a proximidade do início do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e o governo federal nunca recebeu as entidades representativas do agro para discutir ações para minimizar os efeitos”, critica Meneguette. “O avanço da agricultura e da sociedade brasileira não pode estar atrelado a práticas ilegais e coercitivas promovidas por grupos criminosos. Essas ações enfraquecem as instituições, prejudicam o andamento de políticas públicas e ameaçam a segurança jurídica, um risco grave para o desenvolvimento do meio rural”, complementa.

Ameaça no campo

A escalada de invasões promovidas pelo MST também tem gerado insegurança entre produtores paranaenses. Em Umuarama, no Noroeste do Estado, a produtora Maria Inês Pelissari obteve na Justiça uma liminar para garantir a posse de uma propriedade que estaria na mira de nova invasão. A família já havia sido alvo de invasão anterior.

O caso está sendo acompanhado pelo Sistema FAEP e pelo sindicato rural do município, em defesa do direito de posse e da ordem no campo. O Sistema FAEP já acionou a Secretaria Estadual de Segurança Pública para garantir o cumprimento da decisão judicial.

Atualmente, a área está sob processo de avaliação do Incra para verificar sua produtividade. Para o Sistema FAEP, esse tipo de procedimento, quando conduzido de forma questionável, gera instabilidade, desestimula investimentos no campo e alimenta a atuação de grupos que agem à margem da lei.

(Com FAEP)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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