Itaipu conclui levantamento sobre a qualidade da água do reservatório

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Edino Krug/Itaipu Binacional.

A Divisão de Reservatório da Itaipu Binacional concluiu, em Foz do Iguaçu (PR), a primeira campanha de monitoramento/ avaliação da qualidade da água do reservatório da usina e de seus afluentes de 2024. O objetivo é levantar indicadores que contribuam para a gestão da bacia e garantir a segurança hídrica.

As atividades começaram no dia 20 de fevereiro, em Guaíra (PR), em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), e se estendeu ao longo de todo o reservatório. O material coletado foi encaminhado para exames laboratoriais e o resultado pode demorar até 30 dias para ficar pronto.

Entretanto, a análise dos dados históricos indica que a qualidade da água do reservatório é boa. “A Itaipu já faz esse monitoramento há mais de 40 anos e os resultados sempre foram positivos. Os problemas eventualmente encontrados são pontuais”, ressaltou a bióloga Jussara Elias de Souza, uma dos gestores do programa pela Itaipu, juntamente com o biólogo Bruno Afonso Ramos Cassilha, ambos da Divisão de Reservatório.

A partir desse monitoramento, segundo ela, é possível identificar as quantidades de nutrientes, metais pesados e microrganismos na água, o que, quando em grandes concentrações, podem causar poluição. Esse fenômeno é chamado de eutrofização, que é quando os níveis de nutrientes na água aumentam.

“É preciso ficar atento. Se houver aumento da poluição, as algas se multiplicam de forma rápida e consomem o oxigênio que iria para os peixes, por exemplo. Além disso, a água pode ficar imprópria para banho, consumo, navegação e pesca esportiva. Por isso o monitoramento regular é importante”, disse Jussara.

O monitoramento é feito a cada três meses, com a coleta da água em 13 locais ao longo do reservatório, distribuídos entre Foz do Iguaçu e Guaíra. Além do trabalho de coleta de água e análise em laboratório, a Itaipu conta com sete estações de monitoramento da qualidade da água automáticas espalhadas no reservatório da usina, que realizam medições horárias. Nelas, os técnicos conseguem identificar a turbidez da água, PH, temperatura e nível de oxigênio, entre outros indicadores.

A parceria com o IAT (antigo Instituto Ambiental do Paraná) para o monitoramento da qualidade do reservatório da Itaipu é feita desde 1979.

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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