Revitalização da vitivinicultura paranaense é destaque internacional

Fernanda Toigo

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Foto: Evandro Fadel/SEAB-PR

A busca por transformar a vitivinicultura, a produção de uvas, vinhos, sucos e espumantes, em mais uma cadeia vitoriosa no agronegócio paranaense foi ressaltada durante a abertura do Colóquio Internacional Vinho, Patrimônio, Turismo e Desenvolvimento.

“O nosso desafio é fortalecer a vitivinicultura como atividade econômica importante e relevante para a agricultura, indústria e para todos os que entendem que é possível fazer sucos, vinhos e espumantes de qualidade”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. O evento reúne especialistas e produtores do Brasil, França, Portugal, Chile e Argentina.

A viticultura chegou ao Paraná com os primeiros imigrantes, particularmente italianos. No entanto, por um longo período, doenças e dificuldades no trato cultural fizeram com que a prática ficasse adormecida.

Nos últimos anos, com algumas iniciativas particulares e incentivo do governo estadual, houve uma forte retomada. Isso, segundo Ortigara, fez também com que o turismo rural crescesse em torno dessa atividade. “Tem de dar resposta financeira para os produtores e para a indústria, a agricultura precisa ser de resultados”, conclamou o secretário.

O Programa de Revitalização da Viticultura Paranaense (Revitis) é um dos temas do Colóquio e foi apresentado pelo coordenador do programa na Seab, Ronei Andretta. No mesmo dia, a coordenadora de Turismo Rural do IDR-Paraná, Terezinha Busanello Freire, falará sobre as políticas públicas do enoturismo no Paraná.

Revitis

Entre 2019, quando foi criado o Revitis, até novembro de 2023, foram assinados 38 convênios entre a Seab e prefeituras, garantindo apoio direto a grupos de produtores organizados, no montante de R$ 7,74 milhões. Esse volume beneficiou 389 produtores familiares com mudas, corretivos, fertilizantes, conjuntos de irrigação e equipamentos para agroindústria de uva.

O Revitis tem como objetivo incentivar a produção, agroindustrialização, reorganização da comercialização e desenvolvimento do turismo relacionado à uva e seus derivados. Todos os benefícios têm como base projetos técnicos contendo diagnóstico de mercado, projeções econômicas, garantia de assistência técnica e capacitação dos agricultores envolvidos. Além de fonte de renda para as famílias, as propriedades beneficiadas servem como unidades de referência para os demais agricultores.

(Por AEN)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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