PECUÁRIA

Avicultura: da corda bamba para a redenção

Avicultura: da corda bamba para a redenção
26/07/2021 16:50

 

Até 2018, o casal Cesar Antônio Neis e Jussara da Silva, de São Roque, distrito de Santa Helena, na região Oeste do Paraná, estava sem perspectivas para dar continuidade à avicultura na propriedade. Os negócios andavam na corda bamba, com histórico negativo de produção e dificuldades para lidar com as finanças, além de problemas pessoais que refletiam no desenvolvimento da atividade. Os dois estavam prestes a desistir e decididos a vender a propriedade, quando, por orientação técnica da cooperativa ao qual são associados, aceitaram participar do curso “Kaizen – 5S” do Senar-PR.

Com a capacitação da entidade, Cesar e Jussara passaram a ter uma nova visão sobre os negócios, o que levou a uma mudança de postura e das práticas realizadas na propriedade. A transformação também atingiu os colaboradores e impactou diretamente o desempenho dos três aviários.

“O curso ajudou a recuperar o negócio em todos os sentidos. No começo, as mudanças foram difíceis, porém, com muito trabalho e paciência, fomos discutindo e corrigindo maus hábitos e os resultados começaram a aparecer. A instrutora nos passava muita tranquilidade e motivação nos momentos em que achávamos que não íamos conseguir. Quando vimos dando certo, mais a gente queria melhorar”, afirma Neis.

Segundo Josiane Cardoso Antunes, instrutora do Senar-PR que conduziu o casal durante o processo em 2019, o curso também colaborou para a transformação de vida de Cesar e Jussara. “Eles acreditavam que era possível mudar. Eles abraçaram a causa e o trabalho começou a fluir. É uma combinação de fatores. A orientação técnica é muito importante, mas a pessoa precisa estar disposta”, relata Josiane.

Uma das orientações da cooperativa era o cumprimento de um checklist de biosseguridade. Apenas com a implantação dessa prática, além da redução dos custos de produção na granja, o casal passou a receber seis centavos a mais por ave. Ao se depararem com os resultados positivos do curso, Cesar e Jussara decidiram participar da capacitação mais uma vez, em 2020. “A propriedade passou por tantas mudanças que foi preciso duas etapas para concluir tudo”, avalia Jussara.

Além da melhoria na infraestrutura e na rotina das atividades, o casal destaca a organização e disciplina como aspectos fundamentais para colocar o negócio em outro patamar. Os investimentos em infraestrutura, implementação de boas práticas de manejo e melhoria da qualidade da carne de frango fizeram com que o casal passasse a receber bonificações da cooperativa. Antes, os avicultores recebiam R$ 0,60 por animal. Com a reorganização da propriedade, o preço pago é de, em média, R$ 1,15 por cabeça, sendo que um lote atingiu R$ 1,32 por ave.

“O curso nos trouxe o conhecimento que precisávamos para que os nossos resultados dobrassem, nos incentivando cada vez mais a cuidar e zelar por cada detalhe e sempre buscar o melhor”, conclui Jussara. “Acredito que esse é o conjunto para o sucesso”, complementa Cesar.

 

Método Kaizen

O Kaizen, também conhecido como “5S”, é um método de origem japonesa com o objetivo de reduzir desperdícios e aumentar a produtividade no meio em que é aplicado. A metodologia aplicada na capacitação se baseia na implantação de cinco etapas: senso de utilização, senso de ordenação, sendo de limpeza, senso de padronização e senso de disciplina.

Durante o curso de 40 horas do Senar-PR são realizadas aulas teóricas em grupo e visitas individuais em cada propriedade, em que o instrutor dá suporte aos participantes para implantarem as etapas do 5S, com planos de ação adaptados para a realidade das atividades de cada um.

Além dos impactos na qualidade dos serviços executados e a redução de desperdícios, o método Kaizen auxilia na rotina de trabalho e cultura geral da empresa, melhorando a comunicação e cooperação entre os colaboradores. “O intuito é gerar melhoria contínua na propriedade rural. Nós analisamos as finanças e aspectos da infraestrutura, mas também é muito importante olhar para o lado humano. Quem é responsável pelo nosso ambiente de trabalho somos nós mesmos. Se nós não estivermos bem emocionalmente, não vamos enxergar o nosso potencial e não vamos exercer tudo o que precisamos para uma boa gestão”, aponta a instrutora Josiane.

 

Fonte: FAEP/Senar

 

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