Alto preço dos insumos faz custo da produção de hortaliças disparar

Débora Damasceno
Débora Damasceno

#souagro| Os altos custos de produção tem deixado os produtores em alerta. No setor de hortaliças já é possível ver um grande reflexo nos custos dos agricultores e tudo isso chega para todos. Nesta semana por exemplo, já falamos do tomate na Ceasa de Cascavel, onde a caixa com 22 quilos, subiu 104% em uma semana, o preço passou de R$ 90 para R$184. O frio que afetou a produção, mas esse reajuste também tem ligação com o alto custo dos insumos.

Em 2021 já vinham deixando agricultores brasileiros em alerta essa fortes elevações nos custos de produção de hortaliças já preocupavam. mas neste ano, o movimento de alta foi reforçado, agravando o alerta de produtores.

Em Mogi Guaçu (SP), por exemplo, importante região produtora de tomate, a elevação acumulada dos custos em dois anos é de expressivos 51%. Apenas para o orçamento de 2022, o aumento estimado é de 27%. Em Caçador (SC), a safra de verão de tomate que acaba de ser encerrada (2021/22) registrou incremento de 37% nos gastos frente à temporada passada no caso da grande escala de produção e de 50% para a pequena escala. Para a cebola, na região de Lebon Régis (SC), que também encerrou a safra recentemente, a alta dos custos foi de 34% frente à temporada passada.

 

Os fertilizantes seguem em 2022 como protagonistas da alta dos custos de produção. Pelo segundo ano consecutivo, a valorização do insumo tem sido intensa. No início de 2022, até houve certo enfraquecimento no movimento de avanço nos preços, tendo em vista que adversidades globais e internas geradas pela pandemia de covid-19, entre outros fatores, frearam o ritmo de alta. No entanto, a partir de março, após a invasão da Rússia na Ucrânia, os valores do insumo voltaram a disparar, já que esses países são importantes fornecedores globais de fertilizantes, sobretudo do Brasil.

Um outro importante item que impulsiona os custos neste ano é o petróleo. A valorização do combustível fóssil eleva os gastos com diesel e, consequentemente, encarece as operações mecânicas e os fretes, resultando em aumentos nos preços de diversos outros insumos agrícolas.

 

A mão de obra vem elevando os custos no campo. Todos os produtores de cebola e tomate consultados pela equipe de Hortifrúti do Cepea indicaram agravamento na dificuldade em se contratar mão de obra, o que tornou esse item ainda mais caro com o preço nas alturas.

Para 2023, um novo aumento expressivo nos custos deve ser verificado, já que o preço dos componentes não param de subir. Mas, como o produtor de hortaliças pode lidar com esses aumentos? No momento, a recomendação para os produtores é que continuem cautelosos quanto aos investimentos, assim como boa parte já vem fazendo desde o início da pandemia.

(Débora Damasceno/Sou Agro com Cepea)

 

(Foto: reprodução internet)

(Débora Damasceno/Sou Agro)

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