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Adubo é testado em diferentes condições climáticas

Ageiel Machado
Ageiel Machado
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Durante dois anos pesquisadores analisam um adubo de alta performance em diferentes condições climáticas, a intenção era verificar a efetividade do produto.

A combinação de estresses ambientais com baixa fertilidade dos solos é a principal responsável por severas perdas nas produções agrícolas. As causas são atribuídas ao clima: temperaturas muito elevadas e falta de água ou excesso de chuvas são as principais causadoras de desequilíbrios no metabolismo dos vegetais.

Essa desarmonia impacta o crescimento natural, gera estresses nas plantas, diminui a capacidade adaptativa, afeta o desenvolvimento das lavouras e reduz a produtividade. E, como não há como controlar diretamente o clima, a solução é elevar a resistência das plantas por meio da adubação equilibrada, com adubos de alta performance.

 

 

“O crescimento vegetal e a produtividade dependem, também, de condições nutricionais adequadas. A combinação de estresses ambientais com baixa fertilidade dos solos é a principal responsável por severas perdas nas produções agrícolas”, explica Fernando Hansel, agrônomo sênior da Mosaic Fertilizantes. Como não há como controlar diretamente o clima, os produtores rurais devem investir na fertilidade dos solos com soluções e manejos eficientes, pois assim as plantas criam mecanismos para tolerar ou se adaptar aos estresses.

Por cerca de dois anos e um total de quatro safras, uma equipe de pesquisadores testou um adubo de alta performance, para verificar sua eficiência em diferentes condições climáticas. O estudo utilizou o avançado método de medição térmica das folhas, qualificando ainda mais os resultados. “Imagens térmicas das folhas podem ser utilizadas para identificar plantas sob estresse hídrico e térmico. Observamos que, como resposta às adversidades, ocorrem danos nas células, que levam à redução do vigor vegetal, gastos energéticos para adaptação da planta ao estresse ou recuperação, e consequentemente perdas de produtividade”, explica o engenheiro agrônomo André Zabini, Diretor da Agros & Agronômico S.A.

 

 

Os resultados apontam que as lavouras que receberam adubação balanceada multinutrientes registraram temperaturas foliares menores do que as que foram tratadas somente com macronutrientes (NPK). “Constatamos, através de análises de correlação, que as folhas com menores temperaturas estavam associadas a maiores produtividades, indicando maior tolerância das plantas ao estresse ambiental”, completa Zabini.

Ainda, segundo Zabini, a nutrição mineral das plantas afeta, de forma decisiva, “a habilidade de adaptação em condições ambientais adversas. Quando realizada com multinutrientes e em quantidades balanceadas, proporciona lavouras mais vigorosas e produtivas”, afirma.

 

 

Para ter ganhos como os identificados na pesquisa, é preciso garantir lavouras bem nutridas desde a semeadura e todo o sistema produtivo agrícola deve ser composto por ciclos: o produtor deve preparar a área antes de realizar o plantio, fazendo manejo adequado nas entressafras, independentemente do clima.

“A genética das plantas responde apenas por 24% do desempenho. Outra fração importante é resposta da nutrição balanceada que as plantas recebem para se desenvolverem com saúde. Em média, o ciclo das culturas é composto pelo período de 110 a 130 dias e tudo o que ocorre nesse período é decisivo para perdas e ganhos. O grande segredo está no planejamento, preparo prévio da base e da nutrição realizada no solo”, afirma Hansel.

De acordo com os pesquisadores, a boa nutrição e a tolerância ao estresse são sempre benéficas para o aumento da produtividade, “sempre temos que considerar e entender as particularidades, mas isso é válido para todas as culturas”, conclui Zabini.

 

 

(Sou Agro com agências)

 

(Ageiel Machado/Sou Agro)

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