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Agro pressiona contra o fim da Tarifa Rural Noturna

Vandre Dubiela
Vandre Dubiela
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#souagro | Entidades paranaenses ligadas ao agronegócio intensificaram a pressão contra o fim da Tarifa Rural Noturna nas esferas estadual e federal. No Paraná, a condição de livre consumo de kilowatts das 21h30 às 6h, garantindo um desconto de até 60% no valor do kilowatt/h chegou ao fim em dezembro do ano passado. “E o que é pior: sem no mínimo uma consulta prévia ou apresentação de alternativa para os produtores das diversas cadeiras de produção do Estado”, aponta o vice-presidente do Sindicato Rural de Palotina, Edmilson Zabotti.

Nesta semana, o deputado federal Evandro Roman, ao lado do representante da CNA (Confederação Nacional de Agricultura) na área da aquicultura e pesca, engenheiro agrônomo Eduardo Akifumi Ono e do secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Pesca e Aquicultura, Jairo Gund, que é de Nova Santa Rosa, gravaram um vídeo endereçado ao setor produtivo do oeste do Paraná manifestando apoio ao apelo feito e reforçando o movimento para que as tarifas rurais noturnas sejam mantidas.

O produtor paranaense tem direito a utilizar seis mil kilowatts. O excedente será cobrado com base no tabelamento normal de consumo, hoje entre R$ 0,53 e R$ 0,54 centavos por kilowatt de energia consumida/hora. Para tornar a situação ainda mais difícil para o homem do campo, no fim deste ano, conforme decreto estadual, o benefício cessará de forma integral, sem direito inclusive aos 6 mil kilowatts/h.

Outro decreto, agora do governo federal, sob número 9.642, assinado pelo então presidente da República, Michel Temer, os produtores rurais terão o kilowat/hora equiparado à energia da área urbana. “Nós, produtores, por intermédio dos sindicatos, federação da agricultura e CNA, estamos buscando apoio junto aos parlamentares, para que essa medida seja derrubada, para que possamos ter a continuidade do benefício da tarifa rural noturna”, destaca Zabotti.

 

 

Caso não haja nenhuma evolução nesse sentido, as cadeias de proteína animal, como a de aves, suíno, peixe e de leite, as que mais consomem energia elétrica, “serão extremamente afetadas pelo custo elevadíssimo da energia elétrica. Tudo isso vai refletir na planta frigorífica e principalmente no comércio, uma vez que o dinheiro excedente, em vez de aquecer a economia dos municípios, serão utilizados para cobrir os custos com a energia”, salienta o vice-presidente do Sindicato Rural de Palotina.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

 

Foto: FAEP

(Vandre Dubiela/Sou Agro)

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