As nuances do insumo milho; estamos à beira de um colapso?

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#souagro | O milho é o assunto do momento no mundo agro. Com a cotação da saca de 60 quilos na região oeste chegando ao preço histórico de R$ 94, enfrentamos um cenário atípico. Na B3, bolsa oficial de valores do Brasil, a saca do milho já ultrapassou os R$ 104. As nuances do insumo milho; estamos à beira de um colapso?

“Estamos vivendo um momento de grande escassez, não só do milho, mas também da soja, por conta da liberação das exportações do complexo soja, óleo e milho, para países não atrelados ao Mercosul, justamente pela dificuldade de obtenção desse produto no Brasil e sobretudo no oeste do Estado”, destaca o especialista em agronegócio, João Luís Nogueira.

O oeste do Estado é um dos principais produtores e exportadores deste grão tão importante para o desenvolvimento do agronegócio. O insumo também é indispensável para as cadeias de produção relacionadas a aves, suínos, peixe e pecuária de leite. “Os custos elevados ultrapassam todos os limites possíveis. Estamos diante de uma safra de milho que nunca foi tão importante e ainda pairam muitas dúvidas sobre o assunto”.

A expectativa inicial para a produção de milho segunda safra, conforme o especialista, era de 109 milhões de toneladas. Hoje, se fala em 103 milhões, mas a preocupação é com a estiagem registrada não somente no Paraná, mas também em outros grandes estados produtores, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “2021 é um ano bem pior que 2020 em relação à oferta do milho. As exportações continuam crescendo, a safra norte-americana também não prevê bons índices, também por conta do clima, mas lá, a preocupação é com as baixas temperaturas, que têm atrasado o plantio”.

 

Produtor retém o estoque de milho esperando valorização ainda maior

Com saca de milho beirando R$ 100, custo de produção assusta produtor

Segunda safra de milho é duramente atingida pela seca

 

Os elementos favoráveis corroborativos para a sustentação do preço do milho são a demanda crescente e a oferta reduzida com estoque nos níveis mais baixos dos últimos 10 anos. “Agora, resta-nos saber até quando isso vai continuar. Os setores industrial e primário têm dificuldades, em um ano difícil prejudicado pela pandemia do novo coronavírus. O que precisamos é atrair divisas para o Brasil”.

Para João Luís Nogueira, as estratégias em relação ao estoque regulador não são utilizadas. “Não contamos com estoque, nem particulares e muito menos público, este último leia-se Conab”. Ele cita que o governo federal deveria ter se preparado e feito compras antecipadas para dar vazão ao estoque regulador, agora sob contingência devido à crise”.

Resta agora torcer para uma safra de milho próxima da expectativa em toneladas, no sentido de melhorar o nosso abastecimento. “Essa safra não poder ser inferior a 90 milhões de toneladas”. O maior temor é com a ocorrência de um colapso nos setores dependentes do milho.

(Vandré Dubiela)

 

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