Emirados ampliam mercado para rações brasileiras

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Imagem: divulgação

A decisão dos Emirados Árabes Unidos, de ampliar mercado para rações brasileiras para pets, deve elevar as atuais exportações do produto para o país do Golfo e das categorias similares destinadas a animais de produção pecuária.

A avaliação é de Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, que vê como principal consequência da decisão do governo emirático a ampliação da relevância do país como destino das rações de todos os tipos, produzidas e exportadas pelo Brasil.

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“Os Emirados Árabes Unidos passam a ser um mercado mais relevante para os exportadores brasileiros”, diz Mourad. “O Brasil tem condições de participar [inclusive] com equipamentos, insumos e soluções para a produção animal, […] podendo colocar seus produtos em outros mercados da região”, segue Mourad, referindo-se ao fato de os Emirados Árabes Unidos serem um hub regional de exportação.

O Brasil é o sexto maior fornecedor de rações para os Emirados Árabes Unidos, atrás de Tailândia, Reino Unido, França, Arábia Saudita e Holanda. O país do Golfo também vem ampliando a aquisição do produto, acompanhando o desenvolvimento de seu mercado pet e a demanda de projetos pecuários, que vêm recebendo investimento governamental para ampliar a oferta de alimentos.

O segmento de rações para animais de produção tem sinais de demanda particularmente aquecida. Entre 2024 e 2025, as vendas do Brasil para os Emirados Árabes Unidos no segmento cresceram 144,92%, para 627 toneladas. As compras totais do produto feitas pelo país avançaram 22,71% no período, para 83.456 toneladas, ao passo que as vendas brasileiras de rações para pets, por exemplo, avançaram, mas em ritmo menor: 13,48%, para 4.125 toneladas.

Mourad vê nos números boas oportunidades para as rações brasileiras, além de produtos correlatos de valor agregado. “Os fabricantes de rações para pets, por exemplo, vêm ampliando seus portfólios com alimentos úmidos, funcionais, snacks e suplementos, acompanhando a evolução das demandas dos tutores e do mercado”, afirma.

Além dos Emirados Árabes Unidos, outro país árabe que abriu mercado para o Brasil foi a Argélia. Em setembro, o país árabe  autorizou a importação de grãos secos de destilaria (DCG), derivado da produção de etanol de milho demandado por criatórios de aves e de outros animais de produção pecuária.

Para Mourad, no entanto, a viabilização dessas oportunidades passa por coordenar os atuais canais de comércio com os Emirados Árabes Unidos e Argélia, especialmente as empresas de comércio exterior (traders) que atuam nos países com commodities agrícolas e alimentos e têm acesso a distribuidores e varejistas.

“Essas companhias […] já conhecem os canais comerciais que podem ser aproveitados também nas exportações de rações”, afirma. “É preciso que elas trabalhem em conjunto com os fabricantes do produto [rações e DCG] para identificar e alcançar os compradores”, finaliza.

(Com Câmara de Comércio Árabe-Brasileira)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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