Cotações Agropecuárias: Feijão-preto tem maior cotação em dois anos

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Imagem: CNA

O mercado brasileiro de feijão encerrou outubro com valorização expressiva do feijão-preto, sustentada pela oferta restrita durante a entressafra. Já o feijão-carioca apresentou oscilações moderadas entre as regiões produtoras. Segundo o Cepea/CNA, o feijão-preto acumulou alta de 11,67% no mês e atingiu o maior preço nominal desde outubro de 2024.

No campo, o avanço do plantio da primeira safra 2026/2027 e as condições climáticas seguem no radar dos agentes do setor. No Paraná, a redução da área cultivada e o excesso de chuvas aumentam as preocupações em relação à produção e à oferta nos próximos meses.

Feijão-carioca – Peneira 12 e nota 9 ou superior: Entre 22 e 29 de outubro, os preços apresentaram comportamentos distintos nas regiões acompanhadas. Em Sorriso (MT), houve alta de 1,69%, influenciada pela oferta limitada de lotes de qualidade. Por outro lado, foram registradas quedas no Leste Goiano (-0,35%), Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba (-0,54%) e Itapeva (SP) (-0,79%), onde a elevada umidade dos grãos recém-colhidos pressionou as cotações.

Na parcial de outubro, a categoria acumula valorização de 1,59%. Em 2026, a alta chega a 37,44%.

Feijão-carioca – Notas 8,0 e 8,5: O mercado registrou valorização em parte das regiões produtoras, com destaque para o Noroeste de Minas Gerais, onde os preços avançaram 2,19%, impulsionados pela demanda por lotes mais claros. Em São Paulo, problemas relacionados à qualidade dos grãos pressionaram as cotações, com recuos de até 3,78% em São José do Rio Preto/Ribeirão Preto.

No acumulado de outubro, os preços apresentam alta de 1,66%. Em relação ao início de 2026, a valorização chega a 38,93%.

Feijão-preto – Tipo 1: O feijão-preto manteve a trajetória de alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea/Esalq. O oeste catarinense registrou a maior valorização no período, de 5,87%, seguido por Curitiba (PR), com 3,87%, e pela Metade Sul do Paraná, com 3,86%. A oferta restrita continua sendo o principal fator de sustentação das cotações.

Na parcial de outubro, os preços acumulam alta de 11,67%. Na comparação com outubro de 2025, a valorização é de 78,18%, enquanto o avanço acumulado em 2026 chega a 91,29%.

Perspectivas 

No curto prazo, a oferta restrita deve continuar sustentando os preços do feijão-preto. Para o carioca, o comportamento das cotações dependerá da entrada da nova safra paulista e da qualidade dos grãos disponíveis no mercado.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio nacional alcançou 25,1% da área prevista, percentual abaixo da média histórica de 26,7%. No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revisou a estimativa de área cultivada para 86,3 mil hectares, redução de 16% em relação à safra anterior. A produção está projetada em 173,2 mil toneladas, recuo de 10%.

O excesso de chuvas e a piora nas condições das lavouras aumentam as incertezas em relação à produção paranaense. Esse cenário pode limitar a oferta futura e contribuir para a sustentação dos preços do feijão nos próximos meses.

 

 

 

APUCARANA

Milho – R$ 52

Soja – R$ 133

Trigo – R$ 80

Boi – R$ 385

Suíno –  R$ 5,85

UNIÃO DA VITÓRIA

Milho – R$ 51

Soja – R$ 132

Trigo – R$ 80

Boi – R$ 400

Suíno – R$ 6,10

CASCAVEL 

Milho – R$ 51

Soja – R$ 132

Trigo – R$ 82

Boi – R$ 370

Suíno – \\\

 

Confira a cotação completa AQUI.

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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