Preço do etanol atinge maior vantagem frente à gasolina desde 2018

Fernanda Toigo

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Imagem: Canva

O etanol hidratado ampliou sua vantagem competitiva frente à gasolina comum, que chegou ao maior patamar dos últimos oito anos, desde 2018. Em São Paulo, o preço médio do etanol hidratado chegou a R$ 3,70/litro e a gasolina a R$ 6,39/litro na última semana. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Aplicando o diferencial técnico de rendimento de 73%, o preço equivalente do hidratado seria de R$ 5,07/litro. Isso garante ao consumidor uma economia efetiva de R$ 1,32 por litro rodado, resultando em uma economia de R$ 79,29 considerando um tanque de 60 litros. A vantagem é a maior dos últimos oito anos, desde 2018, e a segunda maior observada desde o início da série de preços da ANP, em 2013.

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Com diferentes magnitudes, essa economia oferecida pelo etanol hidratado é registrada na maior parte do mercado. De acordo com a ANP, todos os municípios pesquisados em São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais apresentaram etanol competitivo frente à gasolina. Esse resultado mostra que, onde há maior presença da cadeia sucroenergética, oferta estruturada e logística eficiente, o benefício chega de forma efetiva ao consumidor na bomba.

Em São Paulo, principal mercado do país, a paridade média ficou em 57,9%, já em Mato Grosso a paridade bateu 55,0% e diferença de preço chegou a R$ 3,06, com o etanol hidratado comercializado a R$ 3,74 e o concorrente fóssil a R$ 6,80.

Para a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), a economia oferecida pelo etanol é especialmente importante nesse período de volatilidade geopolítica, que impõe riscos inflacionários a países importadores de derivados de petróleo no mundo todo.

O etanol, assim, mitiga a exposição a choques de oferta globais e amplia a competitividade do abastecimento brasileiro. Enquanto os combustíveis fósseis sofrem pressão internacional, o etanol brasileiro possui histórico recente de produção crescente e manutenção de vantagem econômica aos consumidores

O Brasil possui uma oferta robusta e uma capacidade produtiva instalada, o que permite substituir a dependência externa por uma solução nacional. Este cenário amplia a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, tornando-a mais limpa e sustentável.

Nesse sentido, em conformidade com a Lei Combustível do Futuro, que busca promover a mobilidade sustentável de baixo carbono, além da disponibilidade de etanol hidratado puro nas bombas, o país ampliou a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, medida que entrou em vigor em 1º de agosto.

Aumentar a mistura para o E32 não é apenas uma questão ambiental, mas uma política macroeconômica, fortalecendo uma solução nacional e renovável no campo energético. O Brasil importou cerca de 3,5 bilhões de litros de gasolina em 2025, segundo a ANP.

A implementação do E32 reduz a necessidade de importação de gasolina em um volume que varia entre 800 milhões e 1 bilhão de litros por ano, de acordo com estimativas do setor. Com isso, a consolidação do E32 garante uma proteção maior do custo dos combustíveis no Brasil frente a instabilidades nos preços internacionais.

“A maior participação do etanol na matriz energética representa uma alternativa eficiente para substituir combustível fóssil, importado e mais caro pelo biocombustível produzido domesticamente com geração de renda, emprego, economia ao consumidor e menores emissões de gases de efeito estufa”, ressalta Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial e Regulação da UNICA.

(Com Assessoria)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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