Porca surpreende granja ao dar à luz a 33 leitões

Fernanda Toigo

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Imagem: reprodução

O que parecia mais um parto de rotina na Granja São Sebastião, em Itaporã, no Sul de Mato Grosso do Sul, acabou se transformando em uma situação incomum até para profissionais experientes da suinocultura. Uma única matriz deu à luz 33 leitões em um mesmo parto, mobilizando a equipe da propriedade em um trabalho integrado para garantir a sobrevivência dos animais.

Segundo publicação no Canal Rural, foram 116 dias de gestação até o nascimento dos leitões. Ao fim do parto, que durou cerca de 5 horas, nasceram 29 filhotes vivos e quatro natimortos. O número impressiona porque a média registrada nas granjas costuma girar em torno de 16 leitões vivos por gestação.

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O proprietário da granja, Rafael Vieceli, em entrevista ao portal, conta que a equipe percebeu rapidamente que o parto seria diferente do habitual. Conforme os leitões continuavam nascendo, o clima passou a ser de surpresa e atenção redobrada.

“Quando passou dos 24 leitões, todo mundo começou a acompanhar a contagem. Foi um parto que exigiu muito cuidado da equipe”, relatou em entrevista.

Segundo ele, apesar de a granja já ter registrado partos numerosos anteriormente, nunca havia ocorrido um caso semelhante, principalmente envolvendo uma leitoa de primeiro parto.

Mãe de Leite –  A Granja São Sebastião trabalha com cerca de 3,7 mil matrizes e precisou adaptar rapidamente o manejo para atender à quantidade incomum de leitões. Como uma porca normalmente possui entre 12 e 18 mamas, parte dos filhotes foi transferida para outra matriz, procedimento conhecido como “mãe de leite”.

Em entrevista ao Canal Rural, a extensionista rural Gabriela Rosa explica que o nascimento acima da média é resultado de um conjunto de fatores ligados à evolução da atividade.

“Genética, nutrição adequada e manejo bem executado fazem diferença. Hoje existem fêmeas hiperprolíferas, mas é preciso oferecer condições para que elas consigam expressar esse potencial”, afirmou.

Manejo – Logo após o nascimento, os leitões foram numerados individualmente, prática já utilizada na rotina da granja para organizar o manejo. A identificação ajuda a equipe a controlar quais animais nasceram primeiro e garantir que todos recebam colostro nas primeiras horas de vida.

Para manter os leitões aquecidos, foram utilizados sistemas extras de aquecimento, enquanto os animais eram revezados entre a mamada e o escamoteador aquecido.

“O principal nesse momento é garantir aquecimento e ingestão de colostro. Em leitegadas muito grandes, o manejo precisa ser ainda mais cuidadoso”, explicou Gabriela.

(Com Campo Grande News)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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