Indústria de máquinas registra queda de 14,9% em abril

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Imagem: Forbes Brasil

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos voltou a encolher em abril e a associação de fabricantes Abimaq revisou a previsão de vendas deste ano de leve crescimento para queda, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.

A receita líquida de vendas de abril recuou 14,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$21,3 bilhões. E no acumulado de janeiro a abril, o setor teve queda de 12% nas vendas frente ao mesmo período de 2025, para R$83 bilhões.

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Com isso, a Abimaq cortou a estimativa de vendas do setor este ano para queda de 2,3%, ante estimativa anterior de alta de 0,7%, citando a conjuntura econômica considerada desafiadora pelo setor.

“Outros setores que esperávamos virem bem, vieram abaixo neste ano”, disse Cristina Zanella, diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq, a jornalistas.

Segundo o presidente da Abimaq, José Velloso, as expectativas para frente “são ruins, com taxa de juros elevada e sem perspectiva de queda, em meio à guerra, e com a agenda eleitoral mostrando que o governo (federal) não vai combater gastos; na verdade, vai ampliar gastos”.

No mercado interno, a receita com venda de máquinas e equipamentos em abril caiu 26,6% ante abril de 2025, para R$13,9 bilhões. O consumo aparente no mês passado retraiu 20,6%, para R$27,8 bilhões.

“O desempenho negativo observado em 2026 reflete a fraqueza das atividades relacionadas à agricultura e à indústria de transformação, setores impactados pela manutenção das taxas de juros em patamares elevados e restritivos aos investimentos produtivo”, disse a Abimaq.

As exportações, contudo, atingiram US$1,47 bilhão em abril, uma alta de 42,7% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 43,1% na comparação com março.

Segundo a Abimaq, parte do desempenho positivo das exportações “reflete a base de comparação deprimida do primeiro quadrimestre de 2025, período marcado pela fraqueza da atividade industrial nos Estados Unidos, principal mercado das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos”.

Já as importações somaram US$2,6 bilhões em abril, o que representa uma alta de 1,8% ano a ano.

O nível de utilização da capacidade instalada atingiu 78,9% em abril, superior ao patamar observado um ano antes, de 77,5%.

A carteira de pedidos ficou em nove semanas, 4,1% inferior ao mês de abril de 2025.

Velloso afirmou que alguns setores da economia não têm condições de se adequar ao fim da escala de trabalho 6×1 como proposto no texto que tramita no Congresso. “Nossa preocupação é grande.”

Segundo ele, o relatório não leva em consideração “as especificidades de setores”.

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos voltou a encolher em abril e a associação de fabricantes Abimaq revisou a previsão de vendas deste ano de leve crescimento para queda, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.

A receita líquida de vendas de abril recuou 14,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$21,3 bilhões. E no acumulado de janeiro a abril, o setor teve queda de 12% nas vendas frente ao mesmo período de 2025, para R$83 bilhões.

Com isso, a Abimaq cortou a estimativa de vendas do setor este ano para queda de 2,3%, ante estimativa anterior de alta de 0,7%, citando a conjuntura econômica considerada desafiadora pelo setor.

“Outros setores que esperávamos virem bem, vieram abaixo neste ano”, disse Cristina Zanella, diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq, a jornalistas.

Segundo o presidente da Abimaq, José Velloso, as expectativas para frente “são ruins, com taxa de juros elevada e sem perspectiva de queda, em meio à guerra, e com a agenda eleitoral mostrando que o governo (federal) não vai combater gastos; na verdade, vai ampliar gastos”.

No mercado interno, a receita com venda de máquinas e equipamentos em abril caiu 26,6% ante abril de 2025, para R$13,9 bilhões. O consumo aparente no mês passado retraiu 20,6%, para R$27,8 bilhões.

“O desempenho negativo observado em 2026 reflete a fraqueza das atividades relacionadas à agricultura e à indústria de transformação, setores impactados pela manutenção das taxas de juros em patamares elevados e restritivos aos investimentos produtivo”, disse a Abimaq.

As exportações, contudo, atingiram US$1,47 bilhão em abril, uma alta de 42,7% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 43,1% na comparação com março.

Segundo a Abimaq, parte do desempenho positivo das exportações “reflete a base de comparação deprimida do primeiro quadrimestre de 2025, período marcado pela fraqueza da atividade industrial nos Estados Unidos, principal mercado das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos”.

Já as importações somaram US$2,6 bilhões em abril, o que representa uma alta de 1,8% ano a ano.

O nível de utilização da capacidade instalada atingiu 78,9% em abril, superior ao patamar observado um ano antes, de 77,5%.

A carteira de pedidos ficou em nove semanas, 4,1% inferior ao mês de abril de 2025.

Velloso afirmou que alguns setores da economia não têm condições de se adequar ao fim da escala de trabalho 6×1 como proposto no texto que tramita no Congresso. “Nossa preocupação é grande.”

Segundo ele, o relatório não leva em consideração “as especificidades de setores”.

(Com Forbes Brasil)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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