Homologação da raça Berganês amplia opções para produção de carne ovina no país

Fernanda Toigo

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Foto: Arco/Divulgação

A homologação da raça Berganês durante a Caprishow, em Dormentes (PE), abre uma nova etapa para a seleção genética de ovinos voltados à produção de carne no Brasil. Com o reconhecimento oficial pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), a raça passa a ter padrão racial definido, livro genealógico próprio e regras específicas para registro, identificação e reprodução dos animais.

A cerimônia de homologação contou com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, do presidente da Arco, Edemundo Gressler, da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, da prefeita de Dormentes, Corrinha de Geomarco, e de outras autoridades. A presença das lideranças marcou o reconhecimento oficial da raça Berganês como a 33ª raça ovina homologada pela entidade.

Realizada no Sertão pernambucano, a Caprishow é uma das principais feiras de caprinos e ovinos do Nordeste. O evento reúne exposição de animais, leilões, concursos, cavalgadas e palestras técnicas, além de mobilizar produtores, técnicos e lideranças ligadas à economia rural da região.

O presidente da Arco, Edemundo Gressler, destaca que a oficialização permite iniciar um trabalho técnico de acompanhamento da raça. Segundo o dirigente, a entidade passa a atuar no registro, na seleção genética e no controle das gerações, com o objetivo de futuramente integrar a Berganês ao sistema de pedigree.

Resultado do cruzamento entre as raças Bergamácia e Santa Inês, a Berganês é especializada na produção de carne. “Os animais se destacam pelo grande porte, elevada fertilidade e alta prolificidade, características que reforçam o potencial produtivo da nova genética”, destaca Gressler.

O dirigente ressalta ainda a capacidade de adaptação da raça a diferentes regiões do país. Embora tenha forte aptidão para o Nordeste, a Berganês também pode apresentar bom desempenho no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, por desenvolver uma lanugem de proteção herdada da Bergamácia, característica que favorece a adaptação aos períodos de frio.

Gressler afirma que a raça pode contribuir tanto para a produção comercial quanto para cruzamentos industriais. “O desempenho produtivo e a rusticidade tornam a Berganês uma alternativa viável para criadores interessados em melhorar os índices de produção de carne ovina no país”, afirma.

Para o presidente da Arco, o Brasil passa a contar com mais uma alternativa genética voltada à produção de carne ovina. A entidade deve iniciar os trabalhos de registro e acompanhamento genético dos animais a partir da homologação.

(Com Assessoria Arco)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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