Mulheres do MST intensificam ocupações em propriedades rurais pelo Brasil

A “Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra”, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ganhou força nesta semana com uma série de ocupações de propriedades rurais e bloqueios de rodovias em diferentes estados. As ações, iniciadas no Dia Internacional da Mulher (8 de março), envolveram mais de 14 mil participantes em pelo menos 13 estados, segundo dados divulgados pelo próprio movimento.
Ocupações e reivindicações
As mulheres do MST afirmam que as ocupações têm como objetivo denunciar crimes ligados ao latifúndio, como trabalho escravo, grilagem e desmatamento ilegal, além de pressionar o governo federal a acelerar políticas de reforma agrária popular. Em estados como Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco, fazendas foram tomadas por grupos organizados, que também realizaram marchas e atos públicos.
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Reações do setor produtivo
Produtores rurais e entidades ligadas ao agronegócio manifestaram preocupação com os impactos das invasões. Além da insegurança jurídica, há relatos de prejuízos logísticos devido a bloqueios em rodovias estratégicas para o escoamento da safra. “Essas ações comprometem a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e afetam diretamente a competitividade do setor”, afirmou um representante da Federação da Agricultura do RS.
Autoridades estaduais e federais
Governos estaduais, como o do Rio Grande do Sul, anunciaram que não irão tolerar invasões de propriedades privadas e mobilizaram forças policiais para conter os avanços. Já o governo federal ainda não apresentou uma resposta oficial consolidada, mas interlocutores indicam que o tema deve ser discutido em reuniões com representantes do MST e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.











