Plataforma monitora cigarrinha-do-milho nas lavouras

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Faep

Os produtores rurais do Paraná ganharam mais uma ferramenta de combate da cigarrinha-do-milho, praga que causa prejuízo nas lavouras do cereal. A plataforma CigarrinhaWeb, lançada nesta terça-feira (10), durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel, centraliza os dados do monitoramento do inseto que transmite o complexo de enfezamentos, conjunto de doenças que gera perda de produtividade, queda na qualidade dos grãos e, em casos severos, até o tombamento das plantas. O evento contou com a participação de produtores rurais, líderes do setor e autoridades, como o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette; secretários estaduais da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, e da Agricultura e Abastecimento, Márcio Nunes; e o diretor presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.

A partir destas informações, produtores e técnicos poderão definir estratégias de manejo e controle de pragas. Isso porque a plataforma fornece um panorama confiável da distribuição e densidade populacional do inseto no Paraná. O site também armazena a série histórica, criando uma base de dados para futuras pesquisas.

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Presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette
Presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette

“A cigarrinha-do-milho é uma ameaça à produção. Apoiar o desenvolvimento desta plataforma significa equipar o produtor com informação atualizada e em tempo real. É um investimento no conhecimento que se transforma em ferramenta prática para a defesa da nossa produção, dando transparência e agilidade ao monitoramento desta praga”, afirma o presidente do Sistema FAEP.

“Esse trabalho é fruto de uma grande parceria. Como produtor rural, conheço os desafios do campo e os danos causados pela cigarrinha. Por isso, acredito que essa ferramenta vem para somar”, reforça Nunes.

Márcio Nunes, secretário estadual de Agricultura
Márcio Nunes, secretário estadual de Agricultura

A ferramenta, que posiciona o Paraná entre os Estados com iniciativas estruturadas de monitoramento de uma das principais pragas da cultura do milho, é resultado do trabalho da Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM), formada pelo Sistema FAEP, Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

“Essa ferramenta vai ajudar o setor produtivo não só do Paraná, mas do Brasil, pois combate um dos principais problemas na produção do milho: a cigarrinha”, afirma Nelson Bona. “A cigarrinha faz com que o produtor gaste muito dinheiro, muitas vezes sem ser eficaz. Essa plataforma vai permitir aumentar a produtividade para a atividade mais importante do Paraná. Essa entrega é um avanço no campo”, complementa Avance de Souza.

Natalino Avance de Souza, diretor presidente do IDR-Paraná
Natalino Avance de Souza, diretor presidente do IDR-ParanáNa prática

site exibe um mapa interativo com a localização das armadilhas adesivas instaladas nas regiões do Paraná e o número de insetos capturados em cada uma, com atualizações semanais. A plataforma consolida e torna público dados que antes ficavam restritos a produtores ou instituições individuais.

“Só em defensivos, foram gastos 76 milhões de dólares em 2024. Ou seja, se a plataforma tiver impacto de %, essa pesquisa já se paga várias vezes”, destaca o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

O método de monitoramento com armadilhas adesivas é antigo e consolidado. No entanto, o Paraná se destaca como o único Estado a consolidar e disponibilizar publicamente esses dados por meio de uma plataforma digital interativa.

Cartilha com orientações

O Sistema FAEP, há anos, trabalha para orientar os produtores rurais em relação à cigarrinha. Antes mesmo da plataforma digital CigarrinhaWeb, essa frente de trabalho gerou a cartilha ”Manejo da cigarrinha e enfezamentos na cultura do milho”.

A luta contra a cigarrinha-do-milho é uma questão de segurança produtiva e econômica. Estudo recente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) quantifica o impacto da praga. Entre as safras de 2020/21 e 2023/24, os prejuízos chegaram a US$ 25,8 bilhões no país, com uma perda de 22,7% na produção nacional, equivalente a 31,8 milhões de toneladas de milho por ano.

(Com CNA)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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