Instituto de Pesca avalia o uso de tanques-rede na piscicultura continental

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: IP/SP

O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolve, há mais de uma década, pesquisas voltadas ao uso de tanques-rede de grande volume na piscicultura continental, com ênfase na qualidade da água e na produção de tilápias.

Os estudos são realizados desde 2017 pela Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental do IP, localizada em São José do Rio Preto (SP), em parceria com a empresa Fisher Piscicultura Água Vermelha. Os experimentos ocorrem em tanques-rede de grande volume instalados na área aquícola da empresa, no reservatório de Água Vermelha, enquanto as análises dos parâmetros ambientais e produtivos são realizadas na unidade do Instituto.

Comitivas de todo o mundo virão para o Show Rural

Cultivo em tanques-rede

Os tanques-rede de grande volume são estruturas flutuantes, geralmente confeccionadas com materiais resistentes, como duralumínio e telas de aço inox, utilizadas para o cultivo intensivo de peixes em escala comercial. Podem ser instalados em reservatórios de usinas hidrelétricas, lagos e outros corpos hídricos com grande volume e circulação de água.

Entre as principais vantagens do sistema destacam-se a alta produtividade, o melhor aproveitamento do fluxo natural da água, a facilidade de manejo e despesca, além da redução de impactos ambientais. O sistema também permite flexibilidade operacional e cultivo escalonado ao longo do ano.

A área monitorada pelo IP é composta por mais de 70 tanques-rede de 450 m³, povoados com aproximadamente 2,1 milhões de tilápias. As coletas de dados ocorrem mensalmente na área aquícola, em três pontos estratégicos: 300 metros a montante, no centro da área de cultivo, e 300 metros a jusante dos tanques-rede.

São avaliados parâmetros como temperatura da água, oxigênio dissolvido, pH, turbidez, condutividade elétrica e transparência, além de nutrientes e compostos nitrogenados, como fósforo total, nitrito, nitrato e amônia, analisados em laboratório também no IP.

Os resultados indicaram que os valores de qualidade da água permaneceram dentro de faixas consideradas adequadas para a piscicultura (CONAMA nº 375/2005 e 413/2009), com variações naturais associadas às estações do ano e ao nível do reservatório. De modo geral, não são observadas diferenças expressivas entre os pontos de coleta, possivelmente devido à influência das correntes naturais do reservatório, que favorecem a dispersão e a renovação da água.

De acordo com a pesquisadora do IP e responsável pelo estudo, Daniela Castellani, “as pesquisas conduzidas pelo Instituto de Pesca reforçam o papel da ciência aplicada no fortalecimento da aquicultura nacional, promovendo inovação, sustentabilidade e competitividade no setor. Em 2026 será iniciado um novo projeto também com tanques-rede de grande volume no Reservatório de Itaipu, ampliando ainda mais a pesquisa nessa área”.

Instituto de Pesca

O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadora para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura.

(Com Assessoria de imprensa IP)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

Mais Notícias