IDR-PR vai mostrar o universo do café paranaense

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Imagem: Assessoria Show Rural

O café paranaense será protagonista de uma experiência sensorial inédita durante o Show Rural Coopavel 2026, que ocorre de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel. O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) leva para a feira o Centro de Experiências do Café, um espaço interativo que convida produtores, técnicos, estudantes e consumidores a vivenciar na prática como ciência, tecnologia e manejo agronômico se traduzem em qualidade da bebida na xícara. O espaço funcionará das 8h às 17h, com visitação gratuita.

A proposta é levar o visitante a uma imersão no universo do café, por meio de estações sensoriais e informativas que exploram aromas, sabores, processos de torra, regiões produtoras do Paraná e cultivares desenvolvidas pelo IDR-Paraná. Tudo de forma didática, lúdica e acessível, aproximando o público da pesquisa agropecuária e da inovação aplicada à cafeicultura.

Tudo pronto para o 38º Show Rural Coopavel

A pesquisadora do IDR-Paraná, Patrícia Santoro, idealizadora do espaço, explica que tudo foi concebido para despertar a curiosidade e ampliar o entendimento sobre a complexidade da bebida. “A ideia é mostrar que o café vai muito além do sabor final. Cada aroma, cada nota sensorial, é resultado de uma combinação de fatores como cultivar, clima, solo, manejo, processamento e torra. Queremos que o visitante vivencie isso na prática, interagindo e aprendendo”, destaca.

A experiência passa por estações temáticas. Na primeira delas o público é convidado a reconhecer os diferentes aromas presentes em bebidas paranaenses de alta qualidade, como frutas, flores, especiarias e chocolates. Em seguida, será convidado a experimentar os gostos básicos e a adstringência, para então conhecer a diversidade de sabores da bebida e a influência dos métodos de processamento pós-colheita nesse atributo.

Antes de chegar ao preparo, o grão é torrado. Por isso, há um espaço dedicado a apresentar, passo a passo, as transformações físicas e químicas durante esse processo. O visitante também poderá degustar bebidas de diferentes regiões produtoras, comparar perfis sensoriais e compreender a influência do solo, clima e modo de produção em cada uma delas.

O percurso termina com a apresentação das cultivares desenvolvidas pelo IDR-Paraná, que se destacam pela produtividade, vigor, resistência a pragas, doenças e nematoides, e, ainda, a capacidade de produzir grãos que resultam em alta qualidade da bebida.

Para a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o espaço reforça o papel da instituição no fortalecimento da cafeicultura paranaense.

“Traduz para diferentes públicos o trabalho que o IDR-Paraná desenvolve há décadas. É ciência aplicada, inovação e assistência técnica conectadas ao produtor e ao consumidor, mostrando que o Paraná tem tecnologia, qualidade e identidade na produção de cafés”, afirma.

PARANÁ – Após a grande geada de 1975, que dizimou as lavouras e redefiniu a produção agropecuária do Estado, a atividade cafeeira passou por uma profunda reestruturação. Se o volume deixou de ser o principal diferencial, a qualidade da bebida tornou-se o novo eixo estratégico da produção estadual.

Nas últimas décadas, a cafeicultura paranaense avançou apoiada em pesquisa, inovação e assistência técnica, com investimentos em novas cultivares, melhoria dos manejos agronômicos, adequação dos processos pós-colheita e maior atenção à avaliação sensorial. Esse movimento permitiu ao Estado se reposicionar no cenário nacional, com cafés cada vez mais reconhecidos pela qualidade da bebida.

Hoje, três indicações geográficas (IGs) atestam a singularidade dos cafés paranaenses – a indicação de procedência Norte Pioneiro do Paraná (abrange 45 municípios da região) e as denominações de origem Mandaguari (municípios de Mandaguari, Marialva e Jandaia do Sul) e Serra de Apucarana (que abarca os municípios de Apucarana, Arapongas e Cambira), todas reconhecidas pelos grãos de alta qualidade, com características sensoriais próprias e valorização no mercado.

A indicação de procedência está relacionada à tradição dos produtores e da produção de uma região, enquanto a denominação de origem reconhece a influência de fatores geográficos – como solo, clima e relevo – nos atributos e características de uma determinada zona produtora.

Atualmente, a cafeicultura paranaense ocupa 25 mil hectares, com uma produção estimada em 715 mil sacas beneficiadas em 2026. A atividade é desenvolvida em 180 municípios do Estado, nos quais cerca de 80% das propriedades são da agricultura familiar.

(Com Assessoria Show Rural)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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