Homem que levou mais de 200 picadas de cobras pode mudar a medicina

Fernanda Toigo

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Imagem: Canva

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que 5,4 milhões de pessoas são picadas por cobras a cada ano, das quais cerca de metade acabam recebendo veneno. No entanto, um homem pode iniciar uma revolução médica a partir da toxina em suas veias.

Tim Friede é um especialista em cobras autodidata que mora na Califórnia. Por quase 20 anos, ele injetou em si mesmo o veneno de algumas das cobras mais mortais do mundo e chegou a ser picado por cobras de propósito.

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Friede injetou em si mesmo mais de 600 doses de veneno e foi picado cerca de 200 vezes por cobras venenosas para aumentar sua imunidade.

Cobras, mambas e cascavéis são algumas das serpentes mais venenosas às quais o corpo de Friede foi exposto, ganhando imunidade a vários tipos de neurotoxinas.

Alguns especialistas, como o imunologista Jacob Glanville, acreditam que o sangue de Friede pode ser a chave para revolucionar o tratamento de picadas de cobra.

Glanville explicou o que tornava Friede tão único: “Pelo que eu sei, ele tem uma história incomparável. Eram espécies diferentes e muito diversas, vindas de todos os continentes. Ele ficou alternando por 17 anos e fazia registros meticulosos o tempo todo.”

“Tivemos essa conversa. E eu disse: ‘Sei que é constrangedor, mas estou realmente interessado em ver um pouco do seu sangue’”, disse Glanville à CNN, sobre seu primeiro contato com Friede em 2017. “E ele disse: ‘Finalmente, eu estava esperando por essa ligação’”.

Oito anos depois, a revista Nature escreve que Glanville e seu coautor Peter Kwon, um químico da Universidade de Columbia, desenvolveram um poderoso antídoto capaz de proteger camundongos do veneno de 19 espécies de cobras mortais.

“O produto final contemplado seria um único coquetel antiveneno, ou potencialmente faríamos dois: um para os elapídeos e outro para os viperídeos, porque algumas áreas do mundo têm apenas um ou outro”, disse Kwong, citado pela CNN.

Embora o coquetel médico não tenha sido testado em humanos até o momento, acredita-se que ele possa mudar o cenário no tratamento de picadas de cobra.

(Com MSN)

 

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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