CNA discute futuro do seguro rural

Fernanda Toigo

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Imagem: CNA

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner, participou, na quarta (9), do XVIII Congresso Internacional Alasa 2025. Schreiner integrou o painel “O futuro do seguro rural no Brasil”, no primeiro debate do dia.

Também participaram o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP/PR); o senador Jayme Campos (União/MT); o ex-ministro da Agricultura e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues; o diretor-geral do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Geraldo Mello; e os deputados federais Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) e Alceu Moreira (MDB/RS).

CNA inicia levantamento de custos de produção no país

José Mario Schreiner iniciou sua fala explicando o funcionamento da estrutura da CNA, composta por 27 federações e mais de 2 mil sindicatos rurais, e falando sobre ações do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Sobre o seguro rural, ele ressaltou a importância do Projeto de Lei 2951/24, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP/MS), que propõe o aprimoramento da política de seguro rural no país e a implementação do Fundo de Catástrofe. O texto tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e tem como relator o senador Jayme Campos.

“O pilar mais importante, no meu ponto de vista, como produtor, é o seguro rural. Se você não o tiver, você não se sustenta. Atualmente muito se discute sobre renegociação e prorrogação de dívidas. É uma situação complexa, tanto para o produtor rural quanto para as entidades. Um exemplo disso é o estado do Rio Grande do Sul que enfrenta sua quinta safra seguida com perdas significativas”, explicou.

“O seguro precisa ser ampliado, baixar o custo, diminuir o risco, para que a gente possa efetivamente ter um seguro rural eficiente no Brasil. Não é possível sermos essa potência exportadora mundial e não termos ainda um seguro rural eficiente, que muitas vezes está sujeito a contingenciamento por parte do governo”, complementou.

Na sua avaliação, o seguro não é um custo, mas um investimento. “É um ativo. Mas é preciso estimular sua contratação para que perpetue por todo o Brasil. Não é obrigar o produtor rural, mas estimulá-lo, com benefícios, a utilizar essa ferramenta de gestão de riscos. Nós buscamos soluções efetivas”.

O vice-presidente também destacou a importância da atuação da FPA. “Eles fazem um trabalho diuturnamente, principalmente no sentido da defesa dos interesses da produção rural brasileira, que representa 27% do PIB, mais de 30% dos empregos e 50% das exportações. No Congresso Nacional tramitam hoje mais de 7 mil projetos de interesse do setor agropecuário. Os parlamentares se dedicam à defesa do setor produtivo”, concluiu.

(Com Assessoria de Comunicação CNA)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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