Paraná bate recorde de incêndios rurais

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Faep

O Paraná bateu um recorde histórico sem motivo para comemorar. No dia 9 de setembro, o Estado registrou 11.115 casos ao longo de 2024, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Até então, o topo do ranking de incêndios florestais era do ano de 2019, com 10.835 ocorrências, seguido por 2021 com 10.648 incidentes.

A situação alarmante, que coloca em risco a agropecuária, fez com que governo estadual decretasse situação de emergência no Paraná. O Decreto 7.258/2024, publicado no Diário Oficial no dia 5 de setembro, atende ao ofício enviado pelo Sistema FAEP, pedindo ações urgentes de apoio ao setor agropecuário paranaense. A medida permite ações como a autorização para os órgãos estaduais atuarem no combate aos incêndios, reconstrução das áreas atingidas e dispensa do processo de licitação a contratação de bens e serviços. O decreto tem validade de 180 dias.

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Nas últimas semanas, o Sistema FAEP tem buscado alternativas para minimizar a situação crítica do Paraná. Recentemente, Meneguette, esteve reunido com representantes do governo estadual e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest) para buscar soluções.

“Os incêndios têm predominado em florestas nativas e reservas dentro das propriedades rurais, motivo de preocupação, pois, além do meio ambiente, pode gerar multas aos produtores rurais”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “A orientação é que o produtor rural, em caso de incêndio em sua propriedade, faça o Boletim de Ocorrência, para ter segurança jurídica”, complementa.

Dicas de combate

O principal motivo para o alto índice de incêndios florestais é a influência do fenômeno La Niña, com temperaturas acima das médias históricas e períodos de estiagens prolongadas, condições favoráveis para as ocorrências. O Corpo de Bombeiros elenca algumas dicas que o produtor rural pode adotar em sua propriedade, como a manutenção do terreno, com a retirada de materiais que possam alastrar o fogo. Além disso, a orientação é fazer aceiros, separando as zonas de mata das áreas residenciais e agricultáveis. Outro ponto importante é manter equipamentos de combate ao fogo, como abafadores, enxadas, rastelos e mangueiras.

O Sistema FAEP conta com cursos na área: “Incêndios Florestais” e “Incêndios no meio rural”, ambos voltados a práticas preventivas e a técnicas de combate ao fogo. Além disso, a entidade também dispõe da capacitação “Brigada de incêndio”, voltada a formação de brigadas civis que atuam nas ações a serem adotadas desde que os focos são detectados.

(Com FAEP)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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