A Agropecuária ocupa terceira posição na geração de emprego

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Imagem: Canva

Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 30 de julho de 2026, mostram que Goiás manteve um desempenho positivo na geração de empregos formais. Apenas em junho, o Estado registrou saldo de 3.780 novas vagas com carteira assinada.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, Goiás criou 44.316 empregos formais, resultado de 534.145 admissões e 489.829 desligamentos. Com isso, o estoque de empregos celetistas ativos chegou a 1.585.691 vínculos, representando crescimento de 0,24% em relação ao mês anterior e expansão acumulada de 2,79% no semestre.

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A Agropecuária ocupou a terceira posição entre os setores que mais contrataram, com 8.113 novas vagas e crescimento de 6,79% no estoque de empregos. A Construção também apresentou desempenho positivo, com 7.792 postos de trabalho criados.

O Comércio foi o único setor a registrar saldo negativo no período, com fechamento líquido de 314 vagas, indicando estabilidade no mercado de trabalho do segmento.

Agropecuária mantém protagonismo em junho

Somente em junho, a Agropecuária contabilizou 1.725 novos empregos formais, resultado de 7.759 admissões e 6.034 desligamentos.

Historicamente, os meses de maio e junho concentram maior demanda por mão de obra no campo, em razão do avanço das atividades agrícolas e do aumento das operações nas principais cadeias produtivas do Estado. Apesar desse comportamento sazonal favorável, o ritmo de geração de empregos apresentou desaceleração em comparação ao ano anterior.

Em maio de 2025, o saldo do setor foi de 8.279 vagas, enquanto em maio de 2026 foram registradas 6.673 vagas, uma redução de 1.606 postos de trabalho. Ainda assim, os resultados de junho confirmam a continuidade da demanda por trabalhadores no setor agropecuário.

Lavouras temporárias impulsionam as contratações

Entre as atividades que mais contribuíram para a geração de empregos na Agropecuária no primeiro semestre, destacam-se:

Produção de lavouras temporárias: 4.515 vagas;

Atividades de apoio à agricultura e à pecuária: 2.369 vagas;

Horticultura e floricultura: 740 vagas;

Pecuária: 296 vagas;

Produção de sementes e mudas: 117 vagas;

Produção de lavouras permanentes: 52 vagas;

Pesca, aquicultura e produção florestal: 12 vagas cada.

Agronegócio segue como pilar da economia goiana

Os resultados reforçam o papel estratégico da Agropecuária na economia de Goiás. A produção de lavouras temporárias permanece como a principal responsável pela expansão do emprego formal no setor, acompanhada pelas atividades de apoio à agricultura e à pecuária, fundamentais para o desenvolvimento das culturas anuais e dos serviços especializados que sustentam a produção rural.

Mesmo diante de uma desaceleração em relação ao ano anterior, o agronegócio continua sendo um dos principais motores da geração de emprego, renda e desenvolvimento regional, contribuindo de forma decisiva para a manutenção do dinamismo do mercado de trabalho formal em Goiás durante o primeiro semestre de 2026.

(Com Comunicação Sistema Faeg)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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