Mães que semearam amor pelo Agro e já desfrutam da colheita

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

IMAGEM: Arquivo/SouAgro

Segundo o Sebrae 1 milhão de mulheres administram propriedades rurais no Brasil. O número escancara uma grande mudança no cenário. A mais impactante é de que elas deixaram de ser apenas donas de casa para ir além. Não se trata de abandonar responsabilidades com a família, e sim, de acumular uma importante função, cuidar dos detalhes também do negócio.

Foi assim com Maria Angélica Linhares. “Temos uma propriedade por herança. Meu marido é engenheiro Agrônomo desde 1993 e durante dez anos tocou o trabalho sozinho, mas em 2002 recebi dele o convite para que eu assumisse a parte administrativa da propriedade, o cuidado com os papéis e deu certo”, conta.

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E de repente, a gestão passou de mãe para a filha. Bruna, filha do mais velha do casal, pegou gosto pela atividade e demonstrou habilidade na missão de conduzir a parte administrativa da propriedade. “A Bruna cursou administração e também arquitetura. Aos poucos foi se engajando à conjectura do Agro, especificações e hoje domina. Ela percebeu a oportunidade de trabalhar cuidando do patrimônio da família.”, relata a mãe.

 

A jovem Bruna se encarrega da organização de planilhas, gestão de pessoas e financeira. “Ela faz isso e faz a diferença no nosso escritório. Jovem tem facilidade com novos programas e tecnologia avançada. Entrega relatórios de custo por talhões. Herdei a terra do meu pai e agora passo para a terceira geração”.

E no momento em que filha assumiu as tarefas até então desempenhadas pela mãe, Maria Angélica conseguiu se dedicar de forma mais presente ao Sindicato Rural, exercendo papel direto na comunidade e em especial, com as mulheres do Agro. “Levo sempre a mensagem sobre o potencial que as mulheres tem também fora de casa. Mostro que podem assumir lugar na propriedade, se posicionando num lugar diferenciado”.

“Sucessão familiar é inevitável”

A história da família de Maria Beatriz Orso é parecida. Os filhos, Ana Paula e Ivan estudaram escolheram profissões diferentes. Ela optou pelo Direito, e ele, pela Medicina. “Não tínhamos preocupação com a sucessão, mas o tempo foi passando e percebemos que ela é necessária e inevitável. Tivemos uma conversa mais franca e real com nossos filhos e descobrimos que além de bons profissionais nas suas áreas eles eram bons administradores e sabiam muito sobre gestão. Minha filha mesmo morando longe se mostra bem interessada, sempre me dá dicas, ajuda nas dificuldades com aplicativos nos esclarece questões jurídicas. É antenada com assuntos do Agro. Sinto q embora não a tenha criado p a sucessão ela já entendeu a necessidade de estudar e aprender para o dia que for preciso.”

Ivan ajuda com o planejamento, planilhas e como fazer uma melhor gestão. “Adquirimos uma rotina de nos reunirmos mesmo on-line uma vez por semana para falar da propriedade”.

Assim como no campo, na família, a prática se assemelha. Plantar, para colher.

(Da Redação)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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