Governo espera queda no preço de alimentos; arroz deve baixar 20%

Fernanda Toigo

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Foto: Envato

O preço dos alimentos básicos vem assustando a população, que tem apelado ao malabarismo financeiro para garantir que nada falte na mesa. Diante da situação e pressão popular, o governo federal convocou os ministros para uma reunião, a fim que compreender o motivo da alta dos alimentos e possíveis medidas que podem ser tomadas para evitar que altas tão significativas aconteçam.
De acordo com o governo federal entre os meses de novembro e janeiro, o grupo de alimentação e bebidas foi o que mais pesou no cálculo da inflação, no bolso dos brasileiros.

As questões climáticas, como as altas temperaturas e o maior volume de chuvas em diferentes regiões do país impactaram na produção dos alimentos e, consequentemente, nos preços.

Arroz deve baixar nas próximas semanas
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que o governo espera que a redução de preços seja repassada na mesma medida para os consumidores pelas empresas atacadistas, que fazem a distribuição ao consumidor. No caso do arroz, isso deve acontecer na virada do mês de março para abril, à medida que haja reposição de estoques a preços menores. “O Rio Grande do Sul produz praticamente 85% do arroz consumido no Brasil e tivemos enchentes no Rio Grande do Sul exatamente nas áreas produtoras, o que deu certa instabilidade. O fato é que estamos com a colheita em torno de 10% no Rio Grande do Sul e os preços aos produtores já desceram de R$ 120 para em torno de R$ 100 a saca. O que esperamos é que se transfira essa baixa dos preços, os atacadistas abaixem também na gôndola do supermercado, que é onde as pessoas compram”, disse.
“A gente espera, então, que com o caminhar da safra, que chegamos a 50% e 60% nos próximos dias, da colheita de arroz, esse preço ainda ceda um pouco mais”, acrescentou Fávaro.

Incentivos
Os ministros também discutiram possíveis mudanças que serão feitas no próximo plano safra para incentivar a produção de alimentos e redução de preços, em especial de arroz, feijão, milho, trigo e mandioca.
O Carlos Fávaro, afirmou que a quebra na produção de feijão foi de cerca de 3,5%, mas com o plantio que está acontecendo agora, a expectatva é de recuperação.
Outra preocupação é o trigo, uma vez que há um aumento da produção de cevada em substituição ao trigo, principalmente no Paraná, com a instalação de grandes indústrias cervejeiras. “É bom a diversificação, mas a gente vai tomar medidas para que haja um incentivo da produção de arroz, feijão, trigo, milho e mandioca”, disse.
Medidas de facilitação de crédito, formação de estoques públicos e política de preço mínimo também devem fazer parte da estratégia para a redução dos preços dos alimentos e aumento da renda dos produtores. “Se com essas medidas estruturantes os preços não baixaram nós podemos tomar outras medidas governamentais que serão estudadas pela equipe econômica”, acrescentou Fávaro.

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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