Plano de políticas públicas para a agricultura familiar é apresentado

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Mapa

Construído de forma colaborativa entre governo e sociedade, o Plano Estadual de Agricultura Familiar e Comunidades Tradicionais, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) do Pará, vai orientar políticas públicas de desenvolvimento para os diversos segmentos sociais. A apresentação ocorreu durante a 1ª Conferência Estadual da Agricultura Familiar e Comunidades Tradicionais, como parte da 5ª edição do Fórum Paraense de Mudanças e Adaptação Climática, no Hangar Centro de Convenções. A Embrapa Amazônia Oriental é uma das organizações parceiras na construção e execução do plano.

Cerca de 700 lideranças da agricultura familiar e comunidades tradicionais de todo o Estado, além de parceiros institucionais, participaram da programação. Desde novembro deste ano, a Seaf realizou um total de seis conferências regionais, nas cidades-polos do estado, para discutir as demandas da agricultura familiar e auxiliar na construção do plano.

O secretário estadual de Agricultura Familiar, Cássio Pereira, comentou que a conferência é a consagração do resultado dos diálogos com atores da agricultura familiar e das comunidades tradicionais das 12 regiões de integração do Pará, realizadas nos últimos meses. “Além do Plano, apresentamos hoje a composição do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, o qual integram dezenas de instituições e será um espaço de implementação do plano, que virá beneficiar, especialmente, agricultores, comunidades tradicionais, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas”, explicou o titular da Seaf.

A Embrapa Amazônia Oriental integra o Conselho e participou ativamente da construção do plano. O secretário Cássio Pereira afirmou que a Embrapa é uma importante parceira da Secretaria de Agricultura Familiar e terá papel fundamental na implementação do plano estadual. O titular da Seaf destacou a importância da Empresa, principalmente, no desenvolvimento e adoção de novas tecnologias para a produção de alimentos, o reflorestamento, o cultivo de sistemas agroflorestais, e para as técnicas de manejo e conservação da floresta. “A parceria da Seaf com a Embrapa e o papel da Embrapa na implementação do plano estadual é central e esperamos poder sempre reforçar essa parceira”, enfatizou Pereira.

Convidado a integrar a mesa de abertura da Conferência, o chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos, reforçou a importância desse momento ímpar ao Estado do Pará, na liderança de um plano direcionado à agricultura familiar e comunidades tradicionais e o impacto positivo para o Estado. O gestor destacou que a Embrapa sempre foi e segue nas parcerias como grande locomotiva da inovação ligada à agricultura familiar. “O plano pode contar com a Embrapa na perspectiva de ofertar inovações e que essas inovações alavanquem os eixos principais do plano, com a produção de alimentos saudáveis aliada a floresta conservada, e que leve em consideração as populações e a sociobiodiversidade. Qualquer nação desenvolvida tem na ciência um grande vetor de transformação”, afirmou Lemos.

A importância dos agricultores familiares e comunidades tradicionais

Segundo a Seaf, no estado do Pará, agricultores familiares e comunidades tradicionais paraenses (AFCT) representam entre 250 e 300 mil famílias que vivem e produzem no campo, nas águas e na floresta. São agricultores urbanos e periurbanos, assentados da reforma agrária, colonos, chacareiros, horteiros, pequenos produtores rurais, ribeirinhos, extrativistas, quilombolas, açaizeiros, seringueiros, quebradeiras de coco babaçu, castanheiros e andirobeiras são agricultores familiares em grande parte de comunidades tradicionais. Essas famílias estão em todo o estado do Pará em áreas de colonização da década de 70, nas proximidades das cidades e vilas, nas comunidades tradicionais ribeirinhas, em 27 reservas extrativistas, 1.030 Assentamentos Rurais e 527 Comunidades Quilombolas (1/3 destas com título de propriedades da terra).

Estratégicos ao desenvolvimento sustentável e propulsor potencial de ativos de bioeconomia, são responsáveis pela maior parte dos alimentos que abastecem a mesa dos paraenses (mandioca, hortaliças, grãos, produção de leite, mel, pequenos animais, cupuaçu, banana, maracujá e outras frutas). São ainda os principais produtores de pimenta-do-reino, açaí e cacau, produtos relevantes na pauta de exportação paraense, bem como pela oferta dos produtos da sociobioeconomia (andiroba, castanha, borracha, babaçu, pupunha, copaíba).

(Por Embrapa)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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