Cascavel: Projeto de Lei regulamenta uso de drones para aplicação de defensivos

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto; Assessoria CÂmara de Vereadores de Cascavel

O Projeto de Lei que estabelece o uso de drones para aplicação de defensivos agrícolas no município de Cascavel foi discutido hoje pelo verador Cidão da Telepar (PSB) e o Presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso.

As aeronaves não tripuladas, chamadas de drones, vem sendo utilizadas no contexto da operação agrícola para aplicação de defensivos agrícolas e permitem, como destacou Orso, “mais eficiência na aplicação do produto e permite ainda uma economia no custo dos produtos utilizados, além de beneficiar o meio ambiente e as culturas agrícolas por meio da redução na quantidade de substâncias aplicadas”.

“Nosso município se encontra geograficamente em uma área predominante agrícola. Em decorrência disso, não podemos nos furtar de legislar a fim de garantir o uso das novas tecnologias, porém de modo consciente e estudado”, explica Cidão. Segundo ele, é justamente por isso que se faz necessário uma legislação local, para coibir a disseminação por pessoas não qualificadas, até mesmo o uso indiscriminado da tecnologia, o que coloca em risco a população.

Os drones também são utilizados na pulverização de culturas de alto valor agregado como morangos, flores e em áreas pequenas para substituir o pulverizador costal, ressaltando que o drone não intoxica o operador, que fica distante, garantindo o uso eficiente e correto do defensivo.

Os equipamentos são responsáveis por fazer a análise da lavoura desde o plantio até o estágio de desenvolvimento das plantas, mostrando e monitorando o surgimento de pragas e doenças, falhas no plantio, falta ou excesso de umidade no solo; quantidade de biomassa, demarcação da área de plantio, levantamento do número de plantas em determinada plantação, dentre outros. Nos locais de muita declividade, onde o trator não chega, é a melhor opção, sendo um equipamento seguro.

“O drone permite tirar o aplicador de dentro da lavoura no momento da aplicação, principalmente aqueles que usam o pulverizador costal, não causa amassamento da cultura, não depende das condições do solo para entrar na lavoura, utiliza menos água, não utiliza combustíveis fósseis e garante rapidez de aplicação em pequenas áreas”, complementa Cidão. Seu uso pode complementar a pulverização tratorizada em áreas acidentadas, com obstáculos e em aplicação localizada, de acordo com mapas de aplicação, no contexto de agricultura de precisão.

Além da reunião com o Sindicato Rural, o vereador vem estudando a questão e consultando entidades e especialistas para tratar de detalhes da redação do projeto.

(Com Assessoria Câmara de Vereadores)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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