Programa incentiva produção de mel para aumentar a renda de agricultores no PR

Débora Damasceno

Débora Damasceno

Foto: AEN

#souagro| Uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social e a Prefeitura de Morretes vai estimular agricultores na criação de abelhas nativas sem ferrão no Litoral e transformar o município em um polo de meliponicultura.

Neste mês de novembro, agricultores familiares e agroflorestais da cidade participaram da primeira aula do curso prático em uma propriedade onde já existem 10 caixas de abelha sem ferrão da espécie mandaçaia. Ao todo, 73 alunos, divididos em quatro turmas, participarão da capacitação nas próximas semanas.

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“Esta é uma ação importante do Tecpar para apoiar o desenvolvimento regional sustentável. Além de impactar na conservação da biodiversidade, o estímulo à meliponicultura em Morretes vai viabilizar a geração de trabalho e renda para agricultores familiares em todo o Litoral”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado.

 

O Tecpar é responsável por coordenar e ministrar cursos voltados à comunidade sobre os princípios da agroecologia e o manejo das abelhas nativas sem ferrão, orientando sobre o manejo básico e avançado na meliponicultura.

O projeto visa incrementar a renda de agricultores familiares e fortalecer o desenvolvimento regional e por meio da implantação de meliponários e promoção da rede produtiva para própolis, caixas racionais e colmeias. A iniciativa tem o apoio da Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, da Universidade Federal do Paraná e do Sebrae-PR.

 

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“Reforçamos nosso apoio a esta iniciativa tão promissora e que alcança de maneira tão especial os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2030 em nosso Estado. É motivo de orgulho para nós vermos a preocupação com a educação, com a valorização dos produtores que mais precisam de atenção, além do enorme benefício para este bioma tão importante que é a Mata Atlântica”, afirma Keli Guimarães, superintendente-geral de Desenvolvimento Econômico e Social e vice-presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social.

 

O secretário municipal da Agricultura de Morretes, Gustavo Kemmer, destaca que o projeto é uma proposta de desenvolvimento regional sustentável.

“A prefeitura de Morretes vem buscando conscientizar a população sobre a importância e benefícios dos serviços ecossistêmicos ao reintroduzir os polinizadores em suas áreas naturais gerando renda para os agricultores familiares”, diz Kemmer.

PRODUÇÃO

O Paraná possui 42 espécies de abelhas nativas. No Litoral, as principais espécies sem ferrão são a jataí, com excelente mel, boa produtividade e docilidade, e a mandaçaia atualmente mais rara na natureza.

As abelhas nativas sem ferrão são responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas brasileiras. Por isso, o projeto busca estimular a polinização natural e, assim, aumentar a capacidade de produção de árvores frutíferas na cidade, por exemplo. A polinização garante fruto de melhor qualidade, com composição mais rica e maior quantidade.

 

Para estabelecer os Jardins de Mel, a Prefeitura de Morretes irá instalar 80 caixas de abelhas em espaços públicos (praças e escolas) e 100 caixas de abelhas em propriedades de agricultores familiares.

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Os proprietários de hotéis e pousadas serão convidados a colocar caixas em seus estabelecimentos, ajudando no trabalho de conscientização sobre a importância das abelhas para o ecossistema local. O objetivo é atrair mais turistas para a região, movimentando a economia local.

(Com AEN)

Autor: Débora Damasceno

Débora Damasceno

Autor no site Sou Agro.

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